Comunicado oficial
Em nota enviada à imprensa, a equipe de Oscar Schmidt informou, com profundo pesar, a morte de um dos maiores nomes da história do basquete mundial. O texto relembra que ele enfrentou por mais de 15 anos uma batalha contra um tumor cerebral, sempre demonstrando coragem, dignidade e resiliência.
A mensagem também ressalta que seu legado ultrapassa o esporte e seguirá inspirando atletas e admiradores no Brasil e no exterior. A despedida ocorrerá de forma reservada, apenas entre familiares, atendendo ao desejo da família por privacidade neste momento de luto.
Trajetória histórica
Reconhecido mundialmente, Oscar iniciou cedo no esporte. Aos 16 anos, mudou-se para São Paulo para integrar as categorias de base do Palmeiras. Pouco tempo depois, já vestia a camisa da seleção brasileira.
Em 1979, atuando pelo Sírio, conquistou o Mundial Interclubes. No ano seguinte, disputou a primeira Olimpíada da carreira, em Moscou.
No exterior, teve grande destaque principalmente no basquete italiano, onde atuou por mais de dez anos e consolidou seu nome entre os principais pontuadores da Europa.
Quando retornou ao Brasil, nos anos 1990, defendeu equipes como Corinthians e Flamengo. Pelo clube carioca, alcançou uma marca histórica ao se tornar o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos.
Pela seleção brasileira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos. Em 1992, enfrentou os Estados Unidos do lendário Dream Team, liderado por Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, anotando 24 pontos na partida.
Apelidado de “Mão Santa”, encerrou a carreira profissional em 14 de maio de 2003, aos 45 anos. Sua despedida aconteceu em duelo entre Flamengo e Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, encerrando uma trajetória de três décadas nas quadras.
Vida pessoal
Fora do esporte, Oscar também ganhou destaque como palestrante. Desde 1981, era casado com Maria Cristina Victorino. O casal completaria 50 anos de união em maio deste ano.
Ele deixa os filhos Felipe e Stephanie, além dos irmãos Luís Felipe Schmidt e Tadeu Schmidt.
Em fevereiro, quando completou 68 anos, recebeu uma homenagem do filho Felipe, que agradeceu pelos ensinamentos, conselhos e pelo exemplo de integridade deixado pelo pai ao longo da vida.