Esportes

Luta olímpica do Brasil estreia em Tóquio-2020 com trio de lutadores mais maduros


Uma seleção de luta olímpica (wrestling) mais madura está pronta para estrear nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Aline Silva, da luta livre (categoria até 76kg), e Eduard Soghomonyan, da luta greco-romana (até 130kg), competem neste domingo. Já Laís Nunes, também da luta livre (categoria até 62kg), combate dois dias depois, na terça-feira.

Os três atletas se dizem mais maduros por estarem disputando os Jogos Olímpicos pela segunda vez consecutiva. “A diferença de agora para os Jogos do Rio-2016 é que estou mais madura, menos ansiosa, como atleta e como ser humano. E por esses Jogos tivemos que esperar um ano a mais por causa da pandemia. Tudo isso me fez ter outra visão de mundo, sou uma pessoa completamente diferente. O que eu mais quero agora é desfrutar do privilégio de estar aqui, com saúde, e agradecida por disputar os Jogos novamente”, comentou Laís, de 28 anos, a mais nova dos três, que durante o ciclo olímpico figurou entre as melhores da modalidade e foi quinta colocada no Mundial em 2018.

Aline Silva teve um ciclo olímpico um pouco complicado devido a uma lesão, mas se recuperou bem a tempo de ser medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, no Peru, e conquistar uma vaga para Tóquio. Aos 34 anos, medalha de prata no Mundial de 2014, ela também vê diferenças entre os Jogos do Japão e os de 2016 e agora diz não pensar tanto nas adversárias.

“Não faço ideia do estado em que se encontram as minhas adversárias e não quero competir pensando em resultados. A performance que vou apresentar é consequência do dia a dia de treinamentos, disse a atleta.

O armênio naturalizado brasileiro Eduard Soghomonyan, de 31 anos, antes de embarcar para Tóquio realizou o período final de preparação entre Geórgia e Armênia, onde participou de treinamentos com atletas da sua categoria de peso. Para ele, estar pela segunda vez em uma edição dos Jogos é bem diferente. “Acho que agora eu chego mais tranquilo, pois tive a experiência de já ter participado dos Jogos Olímpicos, isso faz toda a diferença. Chego para lutar bem e quero surpreender”, comentou.

O treinador da equipe brasileira é o cubano Nisdany Perez e o chefe de equipe é Felipe Macedo, medalha de bronze no estilo greco-romano nos Jogos Pan-Americanos do Rio-2007.

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