Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

O PT irá realizar no próximo dia 21 a convenção nacional do partido, na qual a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto será oficializada. A data deve ser anunciada pelo diretório nacional nesta quinta-feira, 30. Nas semanas que antecedem a convenção, Lula fará mais gestos de aproximação ao empresariado e precisa selar as alianças estaduais com partidos da coligação. Ele centrará sua agenda no Rio e em São Paulo, Estados considerados cruciais pela campanha para um bom desempenho na disputa deste ano, e terá reuniões em Brasília.

O petista terá encontro na Fiesp, no dia 5. O candidato a vice na chapa petista, o ex-governador Geraldo Alckmin, participa do encontro, que tem sido organizado pelo presidente da federação Josué Gomes e Silva, e acontece após uma rodada de conversas com empresários na capital paulista. O petista tem tentado abrir diálogo e romper um mal-estar entre medalhões do PIB e o PT, cultivado especialmente após o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

No dia 9, Lula fará seu primeiro ato como pré-candidato no ABC paulista, berço do movimento sindical que transformou o petista em líder de trabalhadores e, posteriormente, político. A ideia da campanha é fazer um evento em Diadema, onde o PT conquistou sua primeira prefeitura. Antes disso, no dia 7, ele viaja ao Rio de Janeiro para oficializar o palanque com Marcelo Freixo (PSB).

A expectativa da campanha petista é de que ainda nesta semana o ex-governador Márcio França (PSB) anuncie desistência da corrida ao Palácio dos Bandeirantes, o que abre caminho para que Lula conte com Alckmin nos eventos em São Paulo sem constrangimento pelo impasse no palanque estadual.

O PT marcou a convenção para um dia depois do início do prazo estabelecido pela legislação eleitoral – que vai de 20 de julho até dia 5 de agosto. A partir daí, os candidatos podem começar a pedir votos. A campanha eleitoral tem início oficialmente no dia 16 de agosto, a partir de quando são permitidos comícios e propaganda eleitoral.

A campanha de Lula já foi procurada por uma emissora de televisão para agendar debate entre os presidenciáveis para agosto. Os petistas insistem, no entanto, em um formato de “pool”, com apenas três debates presidenciais durante a campanha, com união dos veículos interessados. A sugestão foi oficializada à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) há cerca de 15 dias.