Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articulam uma ofensiva no Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição da indicação de Jorge Messias pelo Senado. A iniciativa é capitaneada pelo jurista Marco Aurélio de Carvalho, presidente do grupo Prerrogativas, que busca reunir nomes do meio jurídico para ingressar com uma ação na Corte.
A estratégia é questionar a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante a votação no plenário. A avaliação entre governistas é de que houve possível desvio de finalidade na condução do processo, com atuação direta para inviabilizar a aprovação de Messias.
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O que aconteceu
- A rejeição de Jorge Messias ao STF pelo Senado provoca uma ofensiva jurídica articulada por aliados de Lula.
- O grupo Prerrogativas, liderado por Marco Aurélio de Carvalho, busca ingressar com ação no STF para contestar a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- O episódio marca a primeira vez em 132 anos que uma indicação para o Supremo Tribunal Federal é derrubada pela Casa Legislativa.
Um dos episódios citados como indício foi um cochicho entre Alcolumbre e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na qual o presidente da Casa teria antecipado uma derrota por oito votos de diferença. A conversa acabou sendo captada pelo microfone do presidente do Congresso, que estava ligado no momento. O placar acabou se confirmando, com 42 votos contrários e 34 favoráveis à indicação.
Desde então, integrantes do governo têm adotado postura discreta e evitado declarações públicas sobre o tema. Após a derrota, Messias se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada para discutir sua permanência e futuro no governo federal.
Esta foi a primeira vez, em 132 anos, que o Senado derrubou uma indicação para o STF. O último caso semelhante ocorreu em 1894, durante o governo Floriano Peixoto, quando cinco nomes foram recusados pela Casa.