O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, em seu primeiro discurso da viagem à Índia, que a governança global da Inteligência Artificial assume um papel estratégico para enfrentar o que considerou “práticas extremamente nefastas” e que colocam a democracia “em risco”.
+ ‘Precisamos chegar a um acordo ou coisas ruins acontecerão’, diz Trump sobre Irã
Em declarações feitas na cúpula sobre o impacto da IA em Nova Délhi, Lula disse que a inovação tecnológica tem criado um impacto positivo para a sociedade, mas que também pode fomentar práticas como o “emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”.
Além disso, destacou que conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial afetam processos eleitorais e colocam em risco a democracia.
Lula sugeriu que uma regulamentação das Big Techs poderia ser aplicada pela Organização das Nações Unidas para proteger os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas. Ele acrescentou que atualmente os dados gerados “estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente”.
“O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo.”
Lula afirmou que as capacidades tecnológicas permanecem concentradas em poucos países e empresas, e que a inteligência artificial poderá aprofundar desigualdades históricas se não houver “ação coletiva”.