O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem empatados na disputa pela Presidência da República em São Paulo, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, 7. Ambos registraram 35% das intenções de voto no principal cenário de primeiro turno testado pelo instituto, que ouviu 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas entre 1º e 3 de julho.
O que aconteceu
- A pesquisa Datafolha em São Paulo aponta empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, com 35% das intenções de voto cada.
- No segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro se destaca com 46% contra 43% de Lula, também dentro da margem de erro.
- O presidente Lula lidera a rejeição entre os pré-candidatos, com 51% dos entrevistados afirmando que não votariam nele.
Após Lula e Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) registram 3% cada. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Aécio Neves (PSDB) somam 2% individualmente. Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO) e Joaquim Barbosa (DC) aparecem com 1% cada, enquanto Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram na pesquisa.
O levantamento do Datafolha abrangeu 1.608 eleitores com dezesseis anos ou mais, ouvidos entre os dias 1º e 3 de julho em 71 municípios paulistas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Os resultados estão devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.
Cenários de segundo turno são testados
O Datafolha também simulou diferentes cenários para um eventual segundo turno na eleição presidencial, destacando a competitividade entre os principais nomes. Na disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador bolsonarista surge com 46% das intenções de voto, frente a 43% do presidente petista. Esta diferença se encontra dentro da margem de erro, caracterizando um empate técnico entre os dois.
O instituto testou ainda confrontos envolvendo o presidente Lula com outros pré-candidatos. Em um cenário contra Ronaldo Caiado, o ex-governador goiano aparece com 43%, enquanto o petista registra 42%. Já Romeu Zema, governador de Minas Gerais, alcança 44%, contra 41% de Lula. Ambos os confrontos também configuram empate técnico, evidenciando a polarização e a incerteza da corrida eleitoral.
Lula lidera rejeição entre os candidatos?
A pesquisa Datafolha revela que o presidente Lula lidera o índice de rejeição entre todos os nomes avaliados. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados declararam que não votariam no atual mandatário de forma alguma. Flávio Bolsonaro, por sua vez, figura em segundo lugar neste quesito, com um percentual de rejeição de 43%.
Entre os demais pré-candidatos, o ex-senador Aécio Neves registra um índice superior a 20% de rejeição. Romeu Zema e Ronaldo Caiado apresentam 13% cada. Cabo Daciolo é rejeitado por 12%, enquanto Rui Costa Pimenta e Renan Santos registram 10% de rejeição cada um, indicando a percepção negativa de parte do eleitorado em relação a diversos postulantes.
Voto espontâneo e o maior colégio eleitoral
No cenário de voto espontâneo, onde os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula se mantém à frente com 24% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 18% de preferência. O ex-presidente Jair Bolsonaro é citado por três por cento dos eleitores, mesmo não sendo pré-candidato.
Renan Santos, Ronaldo Caiado e um eventual “candidato do PT” são mencionados por um por cento cada. Outras respostas somam sete por cento. Os votos em branco, nulo ou nenhum representam oito por cento, enquanto 37% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votariam espontaneamente.
São Paulo, com mais de trinta milhões de eleitores, constitui o maior colégio eleitoral do país e é considerado estratégico para o resultado da disputa presidencial. Na eleição de 2022, Jair Bolsonaro obteve a vitória no estado no segundo turno, com 55,24% dos votos válidos, apesar de ter sido superado na capital paulista. Já o Partido dos Trabalhadores venceu pela última vez o estado em uma disputa presidencial de segundo turno em 2002, quando Lula conquistou seu primeiro mandato.