Começou cedo o boato de que o ex-presidente Lula da Silva está cansado e pode desistir da candidatura ao Palácio do Planalto ano que vem. Balela. Lula só quer articular em silêncio, e anunciará a sua chapa no dia certo até abril.
Hoje, Lula está entre Paulo Câmara e Flávio Dino, governadores de Pernambuco e Maranhão, respectivamente. É latente dentro do PT – e na cabeça do presidenciável – a importância da parceria com o PSB, partido dos governadores potenciais vices.
E principalmente porque o PT não confia mais em um nome de Centro para vice – vide o trauma causado em Dilma Rousseff por Michel Temer. Os petistas e Lula querem um vice de um partido forte de esquerda.
Um veterano que entende de política desde que José Sarney soltava pipa no Maranhão crava que Lula é candidato por questões pessoais: Se desistir, será eternamente lembrado como um ex-presidiário após o mandato no Palácio do Planalto, mesmo hoje inocentado. O retorno à Presidência pode limpar sua ficha. E será grafado nos livros de História como quer: um ex-chefe da nação.
E o Fernando Haddad, é o plano B do PT? Para grãos petistas, é a reserva intelectual do partido. Haddad é para Lula hoje o que Darcy Ribeiro foi para Leonel Brizola. Não tem perfil de palanque.
A turma do QG
Com escritório advocatício em São Paulo e em Brasília, o ex-deputado e ex-ministro José Eduardo Cardozo bate ponto mais vezes na capital federal. É outro do núcleo duro de Lula no QG brasiliense que ajuda na pré-campanha.
Outro consultado pelo petista é José Dirceu, que reside em Brasília, o ex-guru da campanha vitoriosa à Presidência. Ele também anda tateando as paredes de Lula quando em Brasília.
Cardozo ainda não decidiu seu projeto eleitoral. Mas alfineta o Governo. Para ele, a CPI da Pandemia foi trabalho importante de investigação. Como constitucionalista, cobra punição e espera iniciativa do PGR Augusto Aras.