Lula culpa Aécio por radicalização na política brasileira: ‘Ele começou’

Presidente projeta cenário para 2026, relembra pleito de 2014 e articula apoios em SP e MG

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia de regulamentação, pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), das novas regras que facilitam o acesso à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A radicalização das eleições começou com o Aécio Neves. Ele foi o maior agressor que eu já vi contra uma mulher durante uma campanha política, que aconteceu em 2014”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quinta-feira (5).

Em entrevista à colunista Daniela Lima, do UOL, o petista foi questionado a respeito do cenário político para as eleições de 2026. Nesse momento, ele mencionou a radicalização que, para ele, teve início quando Aécio Neves entrou com um processo solicitando a recontagem dos votos com o intuito de impedir que Dilma Rousseff tomasse posse como Presidente da República.

“O pleito não será mais igual a 2003 e 2010, pois está cada vez mais radicalizado. É como se o campeonato fosse só Corinthians e Palmeiras, e você tem que ficar descobrindo quem é que não está torcendo para nenhum dos dois”, disse o presidente, ao fazer uma analogia com times de futebol.

Em seguida, Lula disse acreditar que pode conseguir a reeleição ao Palácio do Planalto porque “nós fomos o governo que mais fez políticas de inclusão social desde a Proclamação da República”. Ao ser indagado sobre o que pretende fazer em São Paulo, um dos maiores colégios eleitorais do país, o presidente afirmou que precisa conversar com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com o vice-presidente Geraldo Alckmin, porque ambos “sabem que têm um papel a cumprir em São Paulo”.

“Eu ainda não desisti de você, Rodrigo Pacheco; você sabe que teremos uma conversa e sabe que pode ser governador de Minas Gerais”, declarou o petista.