O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quarta-feira, 1º, o mercado financeiro e defendeu os investimentos do governo federal em educação e programas sociais, como o Pé-de-Meia.
Durante evento em Fortaleza (CE), o petista afirmou que tais iniciativas contrariam os interesses da elite econômica do País.
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O que aconteceu
Lula criticou o mercado financeiro e defendeu os investimentos do governo em programas sociais e educação, como o Pé-de-Meia.
O presidente afirmou que o programa Pé-de-Meia já destinou R$ 18,6 bilhões para a permanência de estudantes no Ensino Médio, classificando-o como investimento estratégico.
O evento em Fortaleza foi marcado por provocações de opositores, rebatidas pelo governador Elmano de Freitas (PT), e pelo apoio emocionado ao ministro da Educação, Camilo Santana.
Na ocasião, Lula mencionou a “Avenida dos Banqueiros” em São Paulo, a Faria Lima, ao ironizar a possível reação do setor financeiro a programas sociais.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de inauguração das obras do campus do ITA Ceará e de celebração dos 2 anos do Programa Pé-de- Meia, na Base Aérea de Fortaleza (Foto: Ricardo Stuckert /PR)
“O que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola, se esse dinheiro poderia estar aqui no banco rendendo pra gente ficar mais rico?”, disse o presidente.
Ele reforçou que seu governo já alocou cerca de R$ 18,6 bilhões para o programa Pé-de-Meia, focado na manutenção de alunos no Ensino Médio.
Lula reiterou que gastos com educação devem ser encarados como investimentos cruciais para o desenvolvimento do País.
Educação como investimento prioritário
Ao defender a ampliação do acesso à educação, o presidente argumentou que as políticas públicas na área visam diminuir as desigualdades históricas.
Segundo Lula, o objetivo é assegurar que todos os estudantes tenham condições equitativas de disputa.
“Estamos apenas abrindo uma porta para que o filho do trabalhador e a filha da empregada doméstica tenham a mesma chance de disputar uma vaga com qualquer outra pessoa neste país”, afirmou o petista, destacando o impacto social da medida.
O evento também foi palco de manifestações de opositores durante os discursos oficiais.
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), reagiu diretamente às interrupções, criticando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Clima político e apoio a Camilo Santana
Presente na cerimônia, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará e figura política influente no estado, chegou a se emocionar ao lado do presidente Lula. Santana é cotado como um forte cabo eleitoral para Elmano, que busca consolidar sua posição política.
Lula elogiou publicamente o ministro Camilo Santana, afirmando que, se fosse necessário remunerá-lo pelo trabalho desempenhado à frente da pasta, “não teria dinheiro para pagar”.
O presidente incentivou, ainda, a participação popular na política, pedindo que os cidadãos engajados permaneçam ativos no debate público.
Em seu discurso, Elmano de Freitas tentou conter as interrupções, classificando-as como “provocações” de bolsonaristas. O governador criticou os adversários políticos por não terem realizado investimentos significativos no Ceará, citando a falta de escolas técnicas e universidades, além de políticas salariais.
“Tchau, tchau. Já vai tarde, (Jair) Bolsonaro”, disse Elmano, sendo aplaudido pela plateia petista.