Lula aposta no Senado e no Supremo para se contrapor à Câmara

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Lula aposta no Senado e no Supremo para se contrapor à Câmara

Reuters
Lula e Pacheco se reúnem em Brasília Foto: Reuters

Por Leonel Rocha, da Coluna do Mazzini

O presidente Lula da Silva aposta no apoio político no Senado e no aumento da sua influência no Supremo para barrar a aprovação de leis pela Câmara, onde a bancada governista é minoria. Com a ajuda do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a articulação política do Planalto espera revisar os projetos dos deputados. Se a manobra legislativa não der certo, o Planalto recorrerá ao STF.

Dos 11 ministros que formam a Corte atual, Lula indicou Carmen Lúcia, Dias Tofoli e Ricardo Lewandowisk, que será substituído por Cristiano Zanin, advogado pessoal do presidente, nome que ainda precisa ser confirmado no Senado.
Os ministros Luiz Fux, Luiz Roberto Barroso, Edson Fachin e Rosa Weber foram indicados pela ex-presidente Dilma Roussef. Alexandre de Moraes por Michel Temer e Nunes Marques e André Mendonça por Jair Bolsonaro. O decano Gilmar Mendes foi indicação de FHC.