(ANSA) – BRASÍLIA, 29 AGO – Poucos dias após ter sido acusado pelo governo de Benjamin Netanyahu de “antissemita”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou nesta sexta-feira (29) o Exército de Israel de cometer genocídio e matar “crianças” na Faixa de Gaza.
“Não é aceitável o genocídio que está acontecendo em Gaza, não tem exemplo no mundo. O exército profissional de Israel não está lutando contra um exército, ele está matando mulheres e crianças”, declarou ele em entrevista a uma rádio de Minas Gerais.
O petista enfatizou que é “favorável à criação de um Estado palestino, que eles vivam em um território demarcado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
“Que eles possam viver harmonicamente e pacificamente com o Estado de Israel. Essa é a minha posição antiga. Eu não abro mão dela”, ressaltou.
As declarações foram dadas três dias após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter classificado Lula como “antissemita e declarado apoiador do Hamas”.
O presidente brasileiro já reiterou diversas vezes que a solução do conflito no enclave palestino é o “fim da ocupação israelense” e pediu que o mundo não fique “indiferente” ao “genocídio praticado por Israel” em Gaza.
As relações bilaterais atravessam um período de congelamento, já que o governo de Netanyahu desistiu de nomear um embaixador no Brasil diante da demora da administração petista em responder ao pedido de agrément de novo diplomata. (ANSA).