Lukinhas leva sua mistura de gêneros a Angola e celebra troca cultural

Artista vive um momento marcante em sua trajetória

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Lukinhas Foto: Divulgação

Lukinhas se prepara para viver um momento marcante na carreira com sua primeira apresentação em Luanda, na Angola, no dia 28 de fevereiro. O convite para cantar no país chegou como uma confirmação da relação profunda entre seu trabalho e as origens da música brasileira. Para o artista, a experiência vai além de um show internacional e carrega um significado histórico, cultural e emocional.

“Fiquei muito feliz, antes de qualquer coisa. Porque muito do que eu faço hoje, muito do que existe no pagode, nasceu lá. Veio de Angola, chegou ao Brasil e se misturou com tudo que a gente vive aqui”, afirma. Segundo ele, estar no país representa uma aproximação direta com a essência do seu som. “É como voltar à fonte, estar perto da mãe do pagode. Isso tem um peso enorme pra mim.”

O show acontece em uma fase especial da trajetória de Lukinhas, que está em processo de criação de um novo álbum. A viagem também surge como fonte de inspiração para os próximos passos da carreira. “Vou estar exatamente no lugar onde tudo começou, não só o pagode, mas vários gêneros que influenciam a música brasileira. Ir pra Angola vai me trazer ainda mais referências, não só musicais, mas de vivência mesmo”, destaca.

A construção do repertório tem sido pensada com cuidado, respeitando a identidade do artista e o diálogo com o público local. “Estou estudando muito o que funciona lá, o que conecta com o público de Angola, pra conseguir agradar sem deixar de ser quem eu sou”, explica.

A promessa é de um espetáculo marcado pela troca cultural: “Vai ser um encontro de referências, uma troca real.”

Natural da comunidade de Asa Branca, no Rio de Janeiro, Lukinhas é um dos nomes da nova geração do pagode urbano. Representando a força da comunidade, o artista usa sua arte e voz para levantar bandeiras do antirracismo e da igualdade social. Em 2025, cantou e produziu os projetos idealizado pela gravadora Pineapple Storm, Poesia de Boteco #1 e Poesia de Boteco #2.