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Luiza Tomé rebate rótulo de símbolo sexual e brinca com ciúmes dos filhos: ‘O negócio aqui é puxado’

Crédito: Reprodução Instagram

Luiza Tomé (Crédito: Reprodução Instagram)


Os maios novos que não conhecem o trabalho de Luiza Tomé terão a oportunidade de ver a personagem Francisca de “Riacho Doce”, interpretada pela atriz em minissérie de 1990 com gravações em Fernando de Noronha. A atração está disponível aos assinantes do Globoplay.

Em entrevista para a para a coluna de Patricia Kogut, do jornal O Globo, Tomé relembrou o papel que ficou marcado no imaginário dos telespectadores, rechaçou o rótulo de símbolo sexual e ainda falou de forma bem humorada do ciúme dos três filhos.

Questionada se teria voltado a Fernando de Noronha após as gravações da minissérie, Luiza revela que criou uma química com Noronha, mas que nunca mais voltou lá.

“As pessoas perguntam o porquê [de não ter voltado]. É porque eu tenho uma história tão mágica com aquele lugar. Tinha um único hotel, o Esmeralda. Eu e Valéria Alencar dividíamos quarto. Não dava para ficar um em cada um. Quando eu chegar lá e encontrar vários hotéis, vou ficar feliz, mas também vai doer o coração. Eu conheci o lugar muito virgem. A gente começava a gravar 5h, para pegar aquela luz linda do nascer do sol. Tinha um penhasco alto, onde a gente dançava à noite. Eram só a luz da lua e a do lampião. Se você dormisse tarde, tipo meia-noite, acordava no dia seguinte zerada, pronta para o trabalho. Não sei se era a qualidade do ar, o visual, tudo…”, relata.

Em “Riacho Doce”, Francisca era amaldioada por sua vó Manuela (Fernanda Montenegro) com o objetivo de impedir que ela vivesse o amor com Nô (Carlos Alberto Riccelli). Antes de viver a personagem, Luiza também fez sucesso como Carol em “Tieta”.

“Eu acabei fazendo muitos trabalhos por causa de “Tieta”. Foi uma bênção, me deu muito retorno. Com isso, resolvi comprar meu apartamento. Mas aí eis que aparece no jornal que o Fernando Collor pegou todo o nosso dinheiro (em 1990). Eu ia comprar uma cobertura pequena, gostosa. Estava feliz da vida. Ficou todo mundo com o dinheiro preso. Era o sonho do primeiro apartamento. Eu quase desmaiei. A personagem Francisca veio para me acalentar. Só consegui comprar uns dois anos depois. Recuperei o fôlego, consegui fazer comerciais, fiz o “Caminhão do Faustão” (quadro do “Domingão”) também”, conta.

Foi exatamente nessa época que o rótulo de símbolo sexual marcou também a atriz, que hoje, aos 59 anos, revela um incômodo com os comentários.

“Me deixa envelhecer! Eu estou envelhecendo. Outro dia alguém comentou numa foto: “Você está cheia de pé-de-galinha”. Claro que estou, só tem pé-de-galinha quem está vivo. Sou uma pessoa cuidadosa, disciplinada. Sabe quantos quilos engordei na quarentena? Zero. Eu sou uma coroa bacana, enxuta, mas não dá mais [para ser símbolo sexual]”, disse ela.

Apesar de se relacionar com três pessoas, desde que rompeu com o empresário Adriano Facchini em 2012, Luiza conta que atualmente está solteira.

“O cara tem que acrescentar muito, ser bacana. As pessoas olham e falam: “Mulher tão bonita, está sozinha”. Pois é, isso é um absurdo. Como não encontrar alguém legal? – diverte-se. – Eu fico pensando: “Será que o problema sou eu, que sou chata, maluca?”, questiona ela.

Mão de três filhos Bruno, de 23 anos, e dos gêmeos Adriana e Luigi,17, Tomé . Segundo brinca com o ciúmes dos filhos em relação a sua vida amorosa.

“O negócio aqui é puxado. Eles perguntam: “Vai sair com quem? Vai aonde? Mas já saiu com ele alguma vez? Mostra foto. Conhece há quanto tempo?”. Eu brinco que me separei e ficaram dois pentelhinhos atrás de mim. Então, quem estiver comigo tem que gostar de mim e deles. E eles têm que gostar do cara também. Uma vez, eles amaram, acharam perfeito, tudo de bom. Mas eu, não “, conta às gargalhadas.





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