Luísa Sonza apresenta ao público “Brutal Paraíso”, seu quarto álbum de inéditas, que chega como um dos projetos mais ambiciosos de sua carreira. Com 23 faixas, o trabalho marca um momento de maior envolvimento da artista na composição e propõe uma imersão em um universo que equilibra opostos, transitando entre delicadeza e intensidade.
O lançamento também ganha uma versão especial para colecionadores. Em pré-venda pelo NRC+, o disco será disponibilizado em LP duplo amarelo opaco, com capa gatefold e pôster, reforçando a proposta de um álbum pensado para ser ouvido com calma, faixa a faixa, valorizando a experiência completa.
A estética de “Brutal Paraíso” parte de contrastes. De um lado, a leveza inspirada na bossa nova e na ideia de um “paraíso”, já explorada em “Bossa Sempre Nova”. Do outro, uma atmosfera mais urbana e densa, influenciada pelo brutalismo e por referências do pós-punk, como a banda Molchat Doma. “Para existir o Bossa Sempre Nova, precisou existir o Brutal Paraíso”, afirmou a cantora em entrevista.
Essa dualidade também se reflete nas sonoridades do álbum, que passeia entre pop, funk, pop rock e reggaeton. Faixas como “Loira Gelada” dialogam com o clássico “Louras Geladas”, da banda RPM, ao mesmo tempo em que atualizam a narrativa sob um novo ponto de vista. Já em “Tropical Paradise”, há referências a “Eu Sei”, da Legião Urbana, evidenciando o diálogo constante com a música brasileira.
O disco também se apoia em influências que vão além do pop contemporâneo. Elementos de “Consolação”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, aparecem em “Fruto do Tempo”, enquanto referências ao universo de Nelson Rodrigues surgem em “A Vida Como Ela É”.
Mesmo com uma construção mais autoral, “Brutal Paraíso” traz colaborações importantes. O álbum conta com participações de Xamã, Young Miko, MC Meno K, MC Morena, MC Paiva ZS e Sebastián Yatra, ampliando as camadas sonoras do projeto.
Ver essa foto no Instagram
Além da força musical, o álbum simboliza um momento de afirmação na trajetória da artista. Desde “Escândalo Íntimo”, Luísa vem se colocando com mais segurança como compositora, enfrentando desafios ainda presentes no mercado. “A gente tem muito medo, sendo mulher, porque não vemos tantas compositoras”, refletiu.
Com “Brutal Paraíso”, Luísa Sonza entrega um trabalho que abraça suas contradições e transforma referências diversas em identidade própria. Um álbum que, mais do que definir um estilo, convida o ouvinte a percorrer suas nuances sem pressa — especialmente na experiência do vinil, pensada para valorizar cada detalhe.