Economia

Lucro líquido ajustado do BB no 3º trimestre soma R$ 3,402 bi (+25,6% em um ano)

Lucro líquido ajustado do BB no 3º trimestre soma R$ 3,402 bi (+25,6% em um ano)

O Banco do Brasil encerra nesta quinta-feira, 8, a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País ao divulgar lucro líquido ajustado de R$ 3,402 bilhões no terceiro trimestre, montante 25,6% maior que o registrado um ano antes, de R$ 2,708 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, quando a cifra foi de R$ 3,240 bilhões, cresceu 5,0%.

O lucro líquido ajustado do banco veio em linha com as projeções do mercado. A média de sete casas consultadas pelo Prévias Broadcast (BTG Pactual, JPMorgan, Morgan Stanley, UBS, Santander, Safra e XP) apontava para cifra de R$ 3,312 bilhões para o período de referência.

O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

O resultado do BB no terceiro trimestre, conforme relatório que acompanha suas demonstrações financeiras do período, foi impulsionado por menores gastos com calotes e crescimento da margem financeira líquida. Também serviu de motor, segundo o banco, o maior aumento da recuperação de créditos no período.

Nos nove primeiros meses de 2018, o lucro líquido ajustado do BB foi a R$ 9,7 bilhões, crescimento de 22,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 7,903 bilhões. “O resultado foi impactado pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas, que cresceram acima da inflação e pelo controle de custos, que variaram abaixo da inflação”, explica o BB em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

A carteira de crédito ampliada do BB totalizou R$ 686,264 bilhões ao fim de setembro, leve elevação de 0,1% ante junho, quando o saldo era de R$ 685,462 bilhões. Em um ano, aumentou 1,4%. O impulso veio da pessoa física, com expansões de 1,0% ante junho e de 2,3% em 12 meses. Na pessoa jurídica, porém, recuou 2,3% e 5,9%, respectivamente.

No critério carteira de crédito orgânica interna, referência do banco para seu guidance, o saldo foi a R$ 636,952 bilhões, aumento de 2,2% em um ano e de 0,6% ante o segundo trimestre.

O BB fechou setembro com R$ 1,471 trilhão em ativos totais, cifra 5,1% maior em um ano. No comparativo trimestral, aumentou 1,4%.

O patrimônio líquido do BB era de R$ 103,820 bilhões ao término de setembro, 11,0% superior em um ano e 1,2% em três meses. Seu retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) no quesito mercado foi a 14,3% no terceiro trimestre ante 14,3% no segundo. Em um ano, estava em 12,8%. No critério acionista, o retorno do BB foi a 15,7% contra 15,1% no segundo trimestre e 14,1% em 12 meses. Segundo o banco, a melhora do indicador “reforça o compromisso de aumento da rentabilidade”.

O lucro líquido do BB, considerando eventos extraordinários, ficou em R$ 3,175 bilhões no terceiro trimestre, elevação de 11,8% em um ano, de R$ 2,841 bilhões. Em três meses, quando foi de R$ 3,135 bilhões, cresceu 1,3%. A diferença entre o lucro ajustado e o resultado com eventos não recorrentes no segundo trimestre, conforme o banco, se deu por conta de R$ 444 milhões com provisão extraordinária com demandas contingentes e, do lado positivo, efeitos fiscais de R$ 211 milhões.

O BB comenta seus resultados a partir das 10h, em coletiva de imprensa, na sede do banco, em São Paulo. Quem comandará a conversa, desta vez, será o novo presidente da instituição, Marcelo Labuto. Ele assumiu o comando do banco na semana passada após Paulo Caffarelli renunciar ao cargo a caminho da Cielo, controlada pelo próprio BB juntamente com o Bradesco e que estava mais de dois meses sem CEO.

Os resultados do terceiro trimestre do BB, contudo, ainda retratam a gestão do executivo, que, durante o governo de Michel Temer, recuperou a rentabilidade da instituição, reduzindo a distância em relação aos pares privados.

Caffarelli também capitaneou uma reestruturação no BB, que incluiu um plano de incentivo à aposentadoria, mudanças na estrutura de atendimento e ainda revisões de contratos em busca de maiores receitas como, por exemplo, a feita com a seguradora espanhola Mapfre em seguros.