Campeão do slalom gigante na temporada da Copa do Mundo de esqui alpino, ao vencer a etapa da comuna norueguesa Lillehammer na terça-feira, Lucas Pinheiro Braathen poderia ter vencido também a disputa do slalom, mas não conseguiu. Desclassificado na segunda descida e, portanto sem tempo, após ser o quinto da primeira, ficou sem classificação. Dessa forma, o campeão da temporada foi o norueguês Atle Lie McGrath, que terminou a etapa em oitavo lugar.
Apesar de não ter vencido o título da temporada, Braathen mostrou espírito esportivo e foi para a torcida ao terminar a descida após cometer a falta. Brasileiro e norueguês, ele foi celebrado por torcedores locais que carregavam bandeiras da Noruega, em demonstração de que não há ressentimentos pela escolha do atleta em representar o Brasil.
A Copa do Mundo de Esqui Alpino é o circuito de elite da modalidade, em que são disputadas etapas ao longo do ano, com premiação aos melhores do ranking ao fim da temporada. Braathen entrou na etapa final já sabendo que não podia conquistar o principal Globo de Cristal, prêmio atribuído ao campeão da classificação geral, que inclui os pontos acumulados de cada especialidade.
O ranking geral é composto também pelo desempenho dos esquiadores no downhill e no Super G, disciplinas nas quais Braathen, especialista em slalom e slalom gigante não compete. Há, contudo, premiações separadas para os melhores dos rankings específicos, que recebem versões menores do Globo, caso do esquiador do Brasil.
Na temporada 2022/2023, quando ainda representava a Noruega, o hoje medalhista olímpico venceu o troféu da disciplina de slalom, o que pode se repetir nesta quarta-feira, para quando está marcada a decisão da categoria, a partir das 6h30.
Diferentemente da prova do dia anterior, em que terminou a primeira descida em primeiro lugar, dessa vez Braathen teve o quinto melhor tempo, acima de seu principal rival na briga pelo título, o norueguês Atle Lie McGrath, que ficou em sexto.
Na segunda descida, o brasileiro acabou desclassificado logo no início, ao colidir com terceiro portão, como são chamadas as barreiras formadas por dois bastões de plástico pelas quais os esquiadores têm de passar.
Desde que passou a defender o Brasil, Lucas subiu 13 vezes ao pódio, tendo sido campeão na disciplina slalom gigante na etapa de Kranjska Gora (Eslováquia) e, agora, em Lillehammer. No Slalom, foi campeão em Levi (Finlândia).