Brasil

Lorenzoni fala em criar ministério da Cidadania

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Onyx Lorenzoni (Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado para chefiar a Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro, afirmou ontem que a equipe de transição estuda a criação do Ministério da Cidadania e Trabalho. A pasta aglutinaria as estruturas atuais dos Ministérios do Trabalho, do Desenvolvimento Social e dos Direitos Humanos, além da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad, que atualmente faz parte da Justiça).

Entre as atribuições da nova pasta estariam a administração do programa Bolsa Família, do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das superintendências e agências regionais do trabalho nos Estados e ainda a fiscalização do trabalho escravo. “Pelo desenho, o ministério reuniria trabalho, desenvolvimento social, combate às drogas e direitos humanos”, disse Lorenzoni, que também é o coordenador do grupo de transição nomeado pelo presidente eleito.

O nome do titular que cuidará da pasta não foi definido. Um dos primeiros cogitados para a vaga foi o senador e candidato derrotado à reeleição Magno Malta (PR-ES). Logo depois do segundo turno, Malta procurou Bolsonaro para pressionar por um espaço na equipe. O presidente eleito chegou a gravar um vídeo para afirmar que o senador derrotado estaria no seu governo. Auxiliares disseram que Malta assumiria uma pasta que se chamaria Ministério da Família.

O senador, porém, enfrenta resistências de parte da equipe de Bolsonaro, especialmente dos militares da reserva. Generais ligados a Bolsonaro afirmam que, na pré-campanha, Malta não teria se esforçado dentro do PR para ser o candidato a vice na chapa presidencial. Ainda na avaliação deles, o senador não “agregaria” no trabalho de equipe e teria potencial de causar problemas políticos. Aliados de Bolsonaro na bancada evangélica também disseram ao presidente eleito que não fazem questão da escolha de Malta.

Infraestrutura

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O general da reserva Oswaldo Ferreira desistiu de assumir o Ministério da Infraestrutura, montado a partir da junção das áreas de Transportes, Portos, Aviação Civil, ferrovias, saneamento, recursos hídricos e mobilidade urbana. Com a desistência de Ferreira, o novo nome pensado para a pasta é o do também general da reserva Jamil Megid Júnior, nomeado na terça-feira para a equipe de transição de Bolsonaro.

Infraestrutura não englobará Minas e Energia, que permanecerá independente. O nome mais cotado é o de Paulo Pedrosa, ex-secretário executivo da própria pasta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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