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Londres impõe novas sanções por violações dos direitos humanos

Londres impõe novas sanções por violações dos direitos humanos

O ministro britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab, na Casa dos Comuns, em Londres, em 1o de julho de 2020 - UK PARLIAMENT/AFP

O Reino Unido vai impor, nesta segunda-feira (6), sanções a indivíduos responsáveis por graves violações dos direitos humanos, as primeiras desde que o país deixou a União Europeia (UE) no final de janeiro passado – anunciou o Ministério das Relações Exteriores.

Segundo um novo mecanismo de sanções apresentado hoje, as autoridades britânicas “terão novos poderes para evitar que os envolvidos em graves violações dos direitos humanos entrem no Reino Unido, movimentem dinheiro nos nossos bancos e se beneficiem da nossa economia”, disse o chefe da diplomacia, Dominic Raab, em um comunicado.

O Ministério não especificou quem serão os destinatários das primeiras sanções, as quais devem ser anunciadas hoje, por Raab, no Parlamento.

Segundo a rede BBC, elas dizem respeito a pessoas na Arábia Saudita, na Rússia e na Coreia do Norte, cujos ativos no Reino Unido serão congelados. Estes indivíduos também serão proibidos de entrar no país.

O jornal “Financial Times” informa que a lista inclui pessoas consideradas responsáveis pela morte de Serguei Magnitsky, um advogado russo morto na prisão em 2009, em circunstâncias denunciadas pelos ocidentais. Ele expôs um importante esquema de corrupção.

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Também estariam incluídos vários sauditas suspeitos de participarem do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018.

“Será a primeira vez que o Reino Unido vai aplicar sanções a pessoas, ou entidades, por violações dos direitos humanos sob um regime exclusivamente britânico”, explicou o Ministério.

“Isso permitirá ao Reino Unido trabalhar de forma independente com aliados como Estados Unidos, Canadá, Austrália e União Europeia”, acrescentou.

O regime britânico de sanções será aplicado aos “que facilitarem, incitarem, promoverem, ou apoiarem essas violações, assim como aqueles que se beneficiarem financeiramente das violações dos direitos humanos”, acrescentou o comunicado.

Em particular, poderá ser dirigido aos “que cometerem assassinatos ilegais de jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação, ou atos motivados pela religião, ou pelas crenças”.

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