SÃO PAULO, 30 MAR (ANSA) – Um novo livro revelou que o príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II falecido em abril de 2021, viveu por cerca de oito anos lutando contra um câncer de pâncreas considerado inoperável.
De acordo com a nova biografia “Rainha Elizabeth II: Uma História Pessoal”, de Hugo Vickers, o diagnóstico ocorreu em 2013, quando o duque de Edimburgo tinha 91 anos e os médicos detectaram uma “sombra” em seu pâncreas.
Na época, havia a expectativa de que Philip se afastasse definitivamente da vida pública, o que não aconteceu. Ele continuou ativo em eventos oficiais até 2017, quando anunciou sua aposentadoria.
O príncipe, que faleceu em 9 de abril de 2021 no Castelo de Windsor, superou significativamente a expectativa comum para esse tipo de câncer. Segundo Vickers, ele enfrentou a doença de forma discreta e sem alarde, mantendo sua rotina o máximo possível.
O livro também descreve momentos finais de tranquilidade. Na última noite de vida, Philip teria dispensado enfermeiras, caminhado com auxílio de um andador até um salão do castelo e tomado uma cerveja sozinho. Na manhã seguinte, tomou um banho e, após relatar que não se sentia bem, morreu de forma pacífica.
Ainda segundo o autor, o príncipe não desejava chegar aos 100 anos, por não gostar da atenção excessiva que a data traria. “A essa altura, ele já convivia com câncer de pâncreas havia quase oito anos, muito mais tempo do que o habitual após o diagnóstico”, acrescenta Vickers.
Philip e Elizabeth II se casaram em novembro de 1947, na Abadia de Westminster, e permaneceram juntos por mais de sete décadas, em uma das uniões mais duradouras da história da monarquia britânica. (ANSA).