Lívia Andrade, 42 anos, celebrou a volta ao Carnaval do Rio após cinco anos longe da Marquês de Sapucaí. Musa do Salgueiro, escola de samba do bairro da Tijuca, na zona norte carioca, ela também foi anunciada como musa do Camarote Mar, que marca presença na avenida do samba pela sexta vez.
A atriz e apresentadora falou sobre o tempo que ficou afastada da folia e contou os motivos que a fizeram voltar. A última vez que ela encarou a passarela foi em 2020, quando foi Rainha de Bateria da Paraíso do Tuiuti, outra escola da zona norte do Rio.
“Foi perfeita, na hora certa, eu acho que eu não esperei à toa, acho que nada é por acaso a vida da gente. E a cereja do bolo veio com camarote, com a maior varanda do Sapucaí para gente assistir e ver todos os nossos amigos passando nessa essa avenida durante esses três dias de carnaval. Realmente, foi muito especial esse ano da minha volta depois de cinco anos de pausa”, disse ela em bate-papo para IstoÉ Gente, no último sábado, 31, quando também participou do ensaio técnico do Salgueiro na avenida do samba.
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A artista destacou que o convite para ser musa da agremiação ocorreu de forma espontânea e no momento em que sentia que 2026 era hora de voltar à avenida.
“O convite para o Salgueiro veio num dia especial, uma coincidência muito grande, eu tava com um médico, meu amigo Dr. Gabriel cuidando da saúde, falando que talvez ‘ah, eu acho que eu tô pensando em voltar para o Carnaval, vamos intensificar os cuidados, talvez vamos começar a pensar em cuidar do corpo, que eu acho que eu vou voltar para o Carnaval’. Eu desci a escada, toca o telefone. Então, para mim foi um sinal”, relatou ela.
Em seguida, veio o convite para o Camarote Mar, que, de início, causou um certo receio em não dar conta devido à correria, mas que ela acabou abraçando.
“Falei ‘ai, gente, não vai dar tempo, é muita coisa’. E falavam assim: ‘não, vai. Você não tá entendendo o tamanho do camarote’. Eu falei: ‘vamos lá ver’. Quando eu cheguei aqui eu falei: ‘ah, era disso que vocês estão falando’. Eu falei: ‘então tá, vamo’. Topei. E aí, estar aqui com a minha família, com amigos, essa galera toda curtindo o camarote junto, podendo ver, sabe, o carnaval acontecer. Para mim, isso… Carnaval é o quê? É você parar para ver o Carnaval. E aqui a gente pode fazer isso com conforto. Uma coisa que eu gosto também de fazer no Carnaval é comer. Eu estou sempre comendo. E aqui eu vi que tem comida para todo lado. Eu falei: ‘olha, é perfeito para mim, é a minha cara’”, entrega ela.
Questionada sobre a preparação para encarar a maratona que o Carnaval exige, Lívia Andrade reafirmou que não gosta de frequentar academia e que investe em tecnologia para manter a boa forma. Ela também ressaltou que a magia da festa é se divertir, independentemente de formas ou fantasia.
“Olha, não teve preparação porque a gente não teve tempo, né, a gente não tem tempo, esse negócio de preparação não vai rolar, não me preocupei com isso”, disse ela, aos risos. Claro que a gente se cuida. Adoro uma tecnologia, né. Faço também uma coisa de bioestimulador de colágeno para o bombumm também, que é pesado, a gente vai sambar, vai balançar, então que tenha um balanço bonito. Mas, não é só para o Carnaval, isso eu já faço na minha vida”, disse.
“Então, essa é minha preparação. E os ensaios. É estar ali, vivendo aquele momento que não tem nada melhor para se preparar para o Carnaval do que você frequentar os ensaios. Porque, na verdade, gente, o Carnaval é o quê? Não é o corpo mais bonito, não é a fantasia mais luxuosa. É quem está se divertindo. Quem se diverte brilha, aparece, acontece. É isso, é a magia do Carnaval”, defendeu a famosa.
Em entrevista recente, Lívia Andrade declarou que não frequenta academia há dez anos e que, para manter a boa forma, faz uso de bioestimuladores de colágeno, procedimento este que promete melhorar a firmeza e o contorno.
“Meus médicos querem me matar, né, que eu falo, que eu conto. Mas, é verdade, gente. Eu vou mentir para as pessoas? Eu não vou mentir para as pessoas. Eu não vou [à academia]. Eu juro que eu tentei. Eu tentei aqui no Rio de Janeiro, no hotel, uma academia maravilhosa. Eu fui dois dias na semana. Nunca mais eu fui. Achei legal, mas eu falei ‘o que, gente? Tô cheia de dor, amanhã eu tenho que sambar’. Aí eu vou lá com a perna dura. Aí, eu falei: ‘não, não dá para mim esse negócio de voltar agora, não’. Aí, eu vou sambar e tá tudo certo”, reafirmou ela à IstoÉ Gente.
O Salgueiro leva neste ano para a avenida o enredo “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, uma homenagem à renomada carnavalesca Rosa Magalhães, que morreu em julho de 2024, aos 77 anos, vítima de um infarto. Ela é considerada a maior vencedora da era Sambódromo, tendo conquistado sete títulos em uma trajetória marcada pela genialidade criativa e estilo Barroco em agremiações como a Imperatriz Leopoldinense. Embora tenha construído sua carreira em outras escolas, sua base e primeiros passos importantes ocorreram no Salgueiro.
A “vermelho e branco da Tijuca” é a quarta escola a entrar na avenida na terça-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, último dia de desfiles do grupo especial.
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