ISTOÉ 2016

Limpeza da Baía de Guanabara e mobilidade no Rio preocupam para Olimpíada

O velódromo é a única instalação olímpica que oficialmente ainda não está concluída – a promessa mais recente da prefeitura do Rio é que a estrutura seja entregue este mês, sem data confirmada. Na prática, a maior parte dos locais de disputa ainda carece de pequenas obras a menos de dois meses da Olimpíada. Há, ainda, aquelas que não ficarão nem perto do prometido na candidatura do Rio. O melhor exemplo é a Baía de Guanabara.

Sede das competições de vela, a baía recebe despejo de esgoto diariamente. Segundo o governo do Estado, 51% dele é tratado atualmente – no dossiê de candidatura, falava-se em 80% até os Jogos do Rio.

O português José Costa velejou duas vezes no local, a última delas no mês passado. E mostrou bastante insatisfação com as condições encontradas. “A água da Baía de Guanabara continua imunda. Plásticos, eletrodomésticos e latas, tudo aparece naquela água”, criticou. “O lixo pode ditar o resultado em um campeonato que leva anos de treinamento. Fora as doenças a que todos os atletas ficarão expostos numa altura em que, devido ao esforço físico, o sistema imunológico pode estar mais fragilizado”.

Do “outro lado da cidade”, o Complexo de Deodoro está no centro da inquietação do hipismo. Pedro Veniss, da equipe brasileira de saltos, diz que o atraso nas obras do Centro Olímpico de Hipismo repercutiram na Europa. “Eles estão preocupados com algumas notícias de que as obras em Deodoro estavam atrasadas. A gente tenta passar tranquilidade porque no Brasil é tudo um pouco na última hora, mas sai tudo bem”, afirmou.

O cavaleiro, que mora na Bélgica, também foi perguntado sobre o deslocamento até o local. Como o Complexo de Deodoro fica a 25 km da Vila dos Atletas, o trânsito poderá gerar complicações. “Pelas instalações serem mais longe, a preocupação deles era se ia demorar para chegar em Deodoro ou se daria para a gente trabalhar os cavalos de manhã, voltar para descansar e depois ir para a competição”. Pedro, por outro lado, acredita que as faixas reservadas serão suficientes para evitar transtornos.

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A estrutura também gera dúvidas no ciclismo. “As seleções vieram buscar auxílio da minha parte. A preocupação foi com os locais de treinamento. No mountain bike, a gente precisa de variedade, não tem como fazer preparação só na pista olímpica”, explicou Henrique Avancini, que mora na Itália.

O brasileiro acredita que os conselhos, o evento-teste e as visitas ao Brasil têm ajudado a acabar com a insegurança. E enfatiza: “Em momento nenhum eu soube de alguém do mountain bike que cogitou ou colocou em dúvida a vinda para os Jogos por qualquer problema”.

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