Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

Por Alexandra Valencia

QUITO (Reuters) – Organizações indígenas equatorianas disseram nesta segunda-feira que se reunirão com o governo para discutir demandas por preços mais baixos de combustíveis e alimentos que têm provocado duas semanas de protestos, atingindo a economia enfraquecida do país e ameaçando sua produção de petróleo.

O presidente Guillermo Lasso anunciou na noite de domingo um corte de 10 centavos por galão nos preços da gasolina e do diesel, a mais recente concessão para tentar conter as manifestações, às vezes violentas, que começaram em 13 de junho.

Pelo menos sete pessoas morreram em conexão com os protestos e a produção de petróleo do país foi reduzida pela metade, com o Ministério da Energia dizendo que uma interrupção da produção é possível até terça-feira se bloqueios de estradas e tomadas de poços de petróleo continuarem.

Lasso, cuja relação adversa com a Assembleia Nacional piorou durante os protestos, também retirou medidas de segurança e anunciou fertilizantes subsidiados e perdão de dívidas.

Grupos indígenas liderados pela organização Conaie disseram em comunicado nesta segunda-feira que a redução de preço para 2,45 dólares por galão para gasolina extra e 1,80 dólar por galão para diesel não foi suficiente.

Mas, à tarde, os grupos disseram que participariam de uma reunião com autoridades do governo, mesmo com apoiadores protestando em Quito em rejeição aos novos preços.

“Vamos gerar resultados para a agenda de 10 pontos, pedimos aos nossos apoiadores mobilizados que estejam vigilantes”, disse a Conaie no Twitter.

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