Líderes do Canadá ratificam direito de escolha da mulher após polêmica nos EUA sobre aborto

Líderes do Canadá ratificam direito de escolha da mulher após polêmica nos EUA sobre aborto

Por Anna Mehler Paperny

TORONTO (Reuters) – O primeiro-ministro e a vice-primeira-ministra do Canadá confirmaram, nesta terça-feira, o seu apoio ao direito de escolha das mulheres, após um esboço vazado indicar que a Suprema Corte dos Estados Unidos está preparada para derrubar uma decisão histórica que legalizou o aborto no país.

O Bloc Québécois, partido político federal, também apresentou uma moção no Parlamento canadense nesta terça para reconhecer o “direito livre” da mulher “na questão do aborto”.

A vice-primeira-ministra, Chrystia Freeland, disse que estava “chocada e profundamente preocupada” com o esboço e disse que seu governo tem um “compromisso claro e determinado” de proteger o direito de escolha da mulher.

O primeiro-ministro, Justin Trudeau, disse em um tuíte: “Nunca recuaremos na proteção e promoção dos direitos das mulheres no Canadá e no mundo inteiro”.

A Suprema Corte do Canadá descriminalizou o aborto em uma decisão histórica de 1988. Desde então, o aborto é um procedimento médico como qualquer outro, mas ainda há barreiras para acessá-lo, especialmente para pessoas que vivem fora das áreas urbanas.

O tribunal mais importante do Canadá não deve recriminalizar o aborto no futuro próximo, mas se a Suprema Corte dos EUA reverter a decisão Roe vs. Wade, isso pode encorajar movimentos antiaborto e energizar ativistas do aborto, disseram analistas e ativistas pró e contra o aborto à Reuters.

(Reportagem de Anna Mehler Paperny)

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