Líderes de organização que traficava cocaína da América Latina são condenados na França

A Justiça francesa determinou nesta quarta-feira (8) penas de até 12 anos de prisão para líderes de uma organização internacional de tráfico de cocaína que levava a droga aos aeroportos de Paris em malas provenientes da América Latina.

Vinte e sete acusados compareceram de 2 de novembro a 7 de dezembro no tribunal criminal de Marselha, no sul da França.

A organização envolvia fornecedores da Colômbia, membros das italianas Camorra e N’Dranghetta, além de grupos criminosos em Marselha.

O caso foi chamado de “Tatoo”, o nome dos pequenos dispositivos de mensagens eletrônicas não rastreáveis com os quais os membros da rede costumavam se comunicar.

Entre 2012 e 2014, malas com 24 a 36 quilos de cocaína extremamente pura deixaram a Venezuela e a República Dominicana com destino aos aeroportos parisienses de Orly e Roissy. Chegando a estes locais, eram retiradas discretamente por carregadores cúmplices.

No total, oito transferências foram identificadas e cerca de 85 quilos de drogas apreendidos.

Indicado como o principal líder da organização, Kamel Seraf foi condenado a 12 anos de prisão e multa de 200 mil euros. Seus irmãos Abdelnasser e Abdelkrim foram condenados a sete anos de prisão e multa de 50 mil euros.

O colombiano James Cárdenas Guisado foi condenado à revelia a dez anos de prisão por seu papel como fornecedor.

Outro colombiano, Francisco Jiménez Galván, de 66 anos, foi o único acusado que reconheceu indiretamente o seu papel e foi condenado a oito anos de prisão e recebeu uma multa de 50 mil euros.

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