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Líderes da Igreja Universal são indiciados por lavagem de dinheiro em Angola

Líderes da Igreja Universal são indiciados por lavagem de dinheiro em Angola

O bispo Honorilton Gonçalves, ex-vice-presidente da Record, está entre os quatro bispos indiciados - Reprodução/YouTube


O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola indiciou quatro líderes da Igreja Universal do Reino de Deus por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os líderes está o bispo Honorilton Gonçalves, que foi vice-presidente artístico da Record no Brasil, até 2013, e pessoa de confiança do bispo Edir Macedo, dono da emissora. As informações são do UOL.

Além do bispo Gonçalves, o bispo angolano Antonio Pedro Correia da Silva, ex-presidente da igreja no país, e os pastores Valdir de Sousa dos Santos e Fernando Henriques Teixeira, ambos brasileiros, também foram indiciados. Teixeira é ex-diretor da TV Record África. Procurados pelo UOL,  a assessoria de imprensa da Universal não respondeu.

Em 19  de abril, a Record teve as atividades suspensas em Angola. O motivo seria o fato de que a emissora deveria ser dirigida, por lei, por um angolano, mas era dirigida por Fernando Henrique Teixeira. O processo-crime contra os líderes foi encaminhado à Justiça e reúne cinco volumes, com 13 anexos.

Segundo o SIC, as denúncias começaram em dezembro de 2019, reunindo várias denúncias contra membros da ala brasileira da Universal do Reino de Deus, subscritas por mais de 300 membros da instituição, incluindo bispos e pastores. A partir daí, religiosos angolanos da Universal decidiram romper definitivamente com a direção brasileira. Em junho de 2020, o grupo assumiu o controle da quase totalidade dos 400 templos da igreja no país.

Na disputa com os angolanos, Edir Macedo pediu que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro intercedesse junto às autoridades de Angola. Segundo o UOL, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) enviou uma carta ao colega João Lourenço reivindicando um “tratamento adequado” aos brasileiros e à Universal. Mas em vão.

A Universal afirma ser vítima de “um golpe religioso”, e acusa os novos líderes angolanos de serem “ex-pastores e bispos dissidentes afastados por envolvimento em denúncias e irregularidades”, como “roubo, extorsão, adultério e até atentado contra menor de idade”.

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