Líder supremo do Irã está "são e salvo", diz filho do presidente

Líder supremo do Irã está "são e salvo", diz filho do presidente

"ImagemApós especulações sobre paradeiro e saúde de Mojtaba Khamenei, Youssef Pezeshkian, filho do presidene iraniano, afirma que líder supremo passa bem.
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã a partir de 28/02 miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei e vários chefes militares.
O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região.
Um conselho interino foi formado para governar o Irã após a morte de Khamenei e até a eleição de um novo líder supremo, que ocorreu neste domingo (08/03). O escolhido foi Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei.
Israel conduz uma campanha de bombardeios contra Líbano, aprofundando o conflito no Oriente Médio. O governo israelense exige o desarmamento do Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã que mira áreas de Israel perto da fronteira.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a "rendição incondicional do Irã". Ele diz que foi procurado pela nova liderança iraniana, mas que agora "é tarde demais". Segundo ele, a ofensiva americana deve durar quatro ou mais semanas. O Irã descarta a possibilidade de se entregar.
No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que o Irã anunciou ter fechado. A medida pode ter impactos devastadores para a economia global.
Total de mortos já passa de 2,1 mil. Em números aproximados, mais de 1,6 mil mortes aconteceram no Irã, outras mais de 480 no Líbano e 13 em Israel, segundo autoridades locais. Ataques iranianos mataram sete soldados americanos e fizeram outras mais de 20 vítimas em 8 países.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel e a resposta do Irã:

Guerra forçou 10% da população do Líbano a se deslocar
Quase 780 mil pessoas, incluindo mais de 200 mil crianças, tiveram que deixar suas casas no Líbano desde o início da ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos ao Irã, segundo as mais recentes estimativas do Ministério de Assuntos Sociais libanês. O número equivale a cerca de 10% da população do país, e se soma às milhares de pessoas já desalojadas em conflitos anteriores.

Do total de desalojados, cerca de 120 mil estão em abrigos públicos. Em Beirute, estruturas esportivas e prédios públicos estão sendo convertidos em abrigos improvisados. Relatos indicam que muitos deslocados deixaram suas casas a pé durante a madrugada, alguns levando apenas documentos e poucas peças de roupa.

O número de civis deslocados cresceu após os bombardeios realizados por Israel em bairros centrais da capital Beirute, no Vale do Bekaa e em dezenas de lugares do sul do país. Nesta região, que ainda contava com tropas de Israel desde 2024, as forças armadas israelenses têm reforçado sua presença continuamente.

Nesta quarta-feira (11/03), um ataque israelense atingiu um apartamento no bairro de Aicha Bakkar, no coração de Beirute, ferindo ao menos quatro pessoas e causando danos visíveis em dois andares de um edifício residencial.

O episódio marcou o segundo ataque ao centro de Beirute em quatro dias. No domingo anterior, um hotel no bairro de Raouche foi atingido, em uma ação que Israel afirma ter matado membros de alto escalão da Guarda Revolucionária Iraniana, organização que deu origem à milícia Hezbollah no início da década de 1980.

O avanço dos bombardeios está diretamente ligado à nova fase da guerra deflagrada após o assassinato do então líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Hezbollah lançou mísseis e drones contra Israel em 2 de março, ação que arrastou o Líbano para o conflito e desencadeou a atual campanha militar israelense no país.

Ataques aéreos têm sido registrados diariamente nos subúrbios do sul de Beirute, região conhecida como Dahiyeh, onde o Hezbollah exerce forte influência. Israel ordenou que todos os moradores desse setor deixassem a área, juntamente com habitantes do sul e partes do leste do Líbano.

A pressão militar aumentou também nas zonas fronteiriças, onde Israel reforçou tropas, incluindo a presença da Brigada Golani. O Hezbollah afirma ter realizado ataques contra soldados israelenses perto das cidades fronteiriças de Khiam, Odaisseh e Aitaroun, além de lançar foguetes em direção ao norte de Israel, inclusive contra um local de "defesa antimísseis" ao sul de Haifa.

A situação humanitária se agrava em meio ao inverno e ao mês do Ramadã, período em que grande parte da população muçulmana realiza jejum diário. Organizações humanitárias relatam escassez de alimentos, colchões e itens básicos para famílias com crianças.

A França anunciou o envio de 60 toneladas de ajuda emergencial, e a União Europeia começou a distribuir suprimentos no país.

sf (RT, AFP)

Novo líder supremo do Irã está "são e salvo", diz filho do presidente
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está "são e salvo", apesar dos relatos de ter sido ferido durante a guerra lançada por Israel e Estados Unidos, disse o filho do presidente iraniano nesta quarta-feira (11/03).

"Ouvi notícias de que o Sr. Mojtaba Khamenei havia sido ferido. Perguntei a alguns amigos que tinham conexões. Eles me disseram que, graças a Deus, ele está são e salvo", disse Youssef Pezeshkian, que também é assessor do governo, em postagem em seu canal no Telegram.

O novo líder supremo é filho e sucessor do líder anterior da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro durante bombardeio ao seu gabinete, no início da guerra. A esposa do novo líder também morreu nos ataques aéreos do dia 28.

Mojtaba Khamenei, de 56 anos, é uma figura discreta que raramente aparece em público ou fala em eventos oficiais. Ele ainda não se dirigiu à nação nem emitiu uma declaração por escrito desde que foi declarado líder supremo, no domingo (08/03), o que alimentou as especulações sobre seu estado de saúde.

O New York Times afirmou, em reportagem publicada nesta quarta, que Khamenei foi ferido no primeiro dia dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã. Três pessoas do governo iraniano disseram ao jornal que o novo líder "sofreu ferimentos, inclusive nas pernas, mas que estava alerta e se refugiando em um local altamente seguro, com comunicação limitada".

A televisão estatal chamou Khamenei de "veterano ferido da guerra do Ramadã", mas não detalhou a gravidade de sua lesão.

sf/as (AP, AFP, Reuters)

Atualizações ao vivo encerradas
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Irã acusa Israel de matar quatro diplomatas no Líbano
O Irã acusou Israel nesta terça-feira (10/03) de matar quatro dos seus diplomatas num ataque realizado no fim de semana contra um hotel à beira-mar em Beirute, capital do Líbano.

O Exército israelense havia anteriormente assumido a responsabilidade pelo ataque "contra importantes comandantes” da Força Quds, o braço de operações externas da Guarda Revolucionária iraniana.

Mais tarde nesta terça-feira, o embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) acusou o Conselho de Segurança de ignorar o que chamou de "crime de guerra".

"O Conselho está fechando os olhos para essa grave violação, apesar de sua responsabilidade primária sob a Carta da ONU de manter a paz e a segurança internacionais", disse Amir Saeid Iravani a repórteres em Nova York.

Os Estados Unidos afirmaram que 140 soldados americanos ficaram feridos desde o início da guerra, incluindo oito com ferimentos graves.

ht (AFP, AP)

EUA miram capacidade do Irã de instalar minas no estreito de Ormuz
Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (10/03) ter eliminado 16 embarcações iranianas inativas de instalação de minas perto do Estreito de Ormuz.

O presidente Donald Trump pouco antes alertara a República Islâmica a não colocar minas na rota marítima, que serve para o escoamento do petróleo do Golfo. "Se, por qualquer motivo, minas forem colocadas, e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de um nível nunca visto antes."

Mais cedo, a CNN reportara que o Irã havia começado a colocar minas no Estreito de Ormuz, citando fontes anônimas familiarizadas com relatórios de inteligência dos EUA.

Segundo o governo iraniano, a via marítima permanecerá bloqueada enquanto continuar a guerra no Oriente Médio.

A Marinha dos EUA tem recusado pedidos quase diários da indústria naval por escoltas militares, afirmando que o risco de ataques é alto demais no momento, segundo fontes consultadas pela Reuters.

A navegação pelo Estreito de Ormuz praticamente parou desde o início da guerra, impedindo a exportação de cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo. Os preços globais do petróleo dispararem para níveis não vistos desde 2022.

Um alto oficial da Guarda Revolucionária declarou que o Irã abrirá fogo contra qualquer navio que tentar passar, disse a mídia iraniana na semana passada.

ht (AFP, Reuters)

Israel cria orçamento especial bilionário para guerra contra Irã
Israel vai destinar um orçamento especial de dezenas de bilhões de shekels para gastos extras de defesa, a fim de financiar a guerra aérea contra o Irã, disseram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, em comunicado conjunto desta terça-feira (10/03). Um shekel equivale a R$1,67.

"Isso não é uma despesa, é um investimento", disse Smotrich, antes de uma reunião na qual o governo aprovaria formalmente o orçamento. O país afirma buscar destruir os programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã, além de criar condições para que os iranianos derrubem o regime dos aiatolás.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na véspera que a ofensiva contra a República Islâmica "acabaria logo".

Já o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, negou que Israel queira uma guerra interminável com o Irã. Mas não ofereceu uma perspectiva para quando o conflito poderá chegar ao fim.

"Continuaremos até o minuto em que nós, e nossos parceiros, considerarmos apropriado parar", disse ele a repórteres, falando ao lado da sua contraparte alemã em Jerusalém. "Não devemos perder essa oportunidade com resultados parciais."

O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse mais cedo em Berlim que parecia não haver plano para encerrar a guerra rapidamente.

ht (Reuters)

Líbano tem mais de 100 mil deslocados em um único dia, diz ONU
Novos ataques de Israel atingiram os subúrbios no sul do Líbano e da capital, Beirute, nesta terça-feira (10/03), mesmo dia em que o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) contabilizou mais de 100 mil deslocados internos no país árabe num intervalo de 24 horas.

O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio na semana passada, depois que a milícia libanesa Hezbollah – classificada como organização terrorista por diversos países do Ocidente – disparou mísseis contra Israel em apoio ao regime iraniano, alvo de bombardeios americanos e israelenses desde 28 de fevereiro.

Israel, que manteve ataques contra o Hezbollah apesar do cessar-fogo de 2024, retaliou com ofensivas por todo o Líbano, expediu ordens de evacuação para o sul do país e enviou tropas terrestres para áreas de fronteira.

Em sete dias de conflito, autoridades libanesas contabilizam mais de 480 mortos nesta nova ofensiva, sendo 84 crianças, além de 759 mil deslocados internos.

A Acnur alertou nesta terça que o ritmo da atual taxa de deslocamento no Líbano está superando os níveis vistos durante a guerra de 2023-24 entre o Hezbollah e Israel, que no total teve 886 mil deslocados internos no Líbano.

O presidente libanês, Joseph Aoun, acusou o Hezbollah na segunda-feira de atuar pelo "colapso" do Estado e disse estar pronto para "negociações diretas" com Israel. Já o chefe do grupo no Parlamento, Mohamed Raad, prometeu "defender nossa existência a qualquer preço".

ra (AFP, Reuters)

Passagens aéreas sobem com alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio
A alta nos preços de combustíveis fósseis, consequência da guerra no Oriente Médio, está pressionando as companhias aéreas, que já começaram a repassar os custos ao consumidor.

O conflito, deflagrado em 28 de fevereiro com bombardeios de EUA e Israel ao Irã, levou o regime em Teerã a retaliar com o fechamento do Estreito de Ormuz, rota marítima vital para o escoamento do petróleo produzido pelos países do Golfo.

Em tempos de paz, passariam pelo estreito 20% do petróleo mundial.

Apesar de sinalizações do presidente americano, Donald Trump, terem acalmado os mercados e freado a alta do petróleo, a commodity seguia sendo negociada nesta terça-feira (10/03) a preços aproximadamente 25% mais altos que antes do início da guerra.

No caso do combustível de aviação, o preço do barril chegou a oscilar entre 150 e 200 dólares – alta de até mais de 100% em relação aos 85-90 dólares antes do conflito.

A última vez que o insumo esteve tão caro foi em 2022, pouco depois de a Rússia – outro grande produtor de petróleo – invadir a Ucrânia.

Combustível é a segunda maior despesa das aéreas, perdendo apenas para despesas com pessoal, e geralmente responde por 20% a 25% dos custos operacionais.

Entre as aéreas que anunciaram aumento de preços ao consumidor nesta terça estão a australiana Qantas Airways, a escandinava SAS e a neozelandesa Air New Zealand, informou a agência de notícias Reuters.

Diversas aéreas asiáticas e europeias, inclusive a alemã Lufthansa e a low cost Ryanair, têm acordos com preços fixados de combustível de aviação no mercado futuro, para se proteger de oscilações de preço.

Mas a finlandesa Finnair, que assegurou mais de 80% de suas compras de combustível no primeiro trimestre desta forma, alertou que mesmo a disponibilidade do insumo poderia estar em risco caso o conflito no Oriente Médio perdure.

Alta também é motivada por outros fatores

Segundo o portal Euronews, essa alta nos preços das passagens poderia se estender até mesmo pelo verão europeu, que termina em setembro, e é motivada também pelas restrições à operação de grandes aéreas do Golfo, como Emirates, Etihad e Qatar Airways, que foram forçadas a cancelar milhares de voos em função do conflito.

Antes da guerra no Irã, uma passagem saindo dos aeroportos alemães de Munique ou Frankfurt com destino a Nova Déli, na Índia, saía por entre 600 e 800 euros (R$ 3,6 mil a R$ 4,8 mil). Agora, a mesma passagem pode custar até 2 mil euros (R$ 12 mil).

Conexões da Alemanha para outros destinos europeus, porém, não registraram altas extremas de preço.

Outro problema derivado do conflito no Oriente Médio que afeta as aéreas é a perda de espaço aéreo e subsequente sobrecarga de outras rotas, algo que já acontece desde a guerra na Ucrânia.

ra (Reuters, ots)

Petróleo recua após anúncios de Trump e movimentação do G7
Os preços do petróleo caíram nesta terça-feira (10/03), um dia depois de beirarem os 120 dólares por barril – patamar que não se via desde 2022 –, num sinal de tranquilização dos mercados após o presidente americano, Donald Trump, anunciar que a guerra no Oriente Médio pode acabar em breve.

Em entrevista na noite anterior à emissora americana CBS News, Trump disse que a operação militar no Irã estava "muito concluída" e que o Pentágono estava muito adiantado em relação ao seu cronograma projetado inicialmente, de quatro ou cinco semanas.

Também contribuiu para o recuo a informação de que Trump estaria cogitando suspender as sanções da Casa Branca ao petróleo russo e liberar estoques emergenciais da commodity – esta última opção vem sendo debatida dentro do G7, grupo que reúne as sete nações mais industrializadas do mundo, dentre elas os EUA.

Às 9h02 de Brasília, o barril de petróleo brent estava sendo negociado nos mercados futuros a 92,32 dólares. Os volumes negociados caíram para cerca de 284 mil contratos, quantidade mais baixa desde 27 de fevereiro, um dia antes do início da guerra de EUA e Israel contra o Irã.

Preços ainda estão em patamar alto

Ainda assim, os preços de petróleo seguem relativamente altos. Antes de a guerra contra o Irã eclodir, o brent era negociado por cerca de 70 dólares o barril.

Um plano da Casa Branca para fornecer escoltas navais e um seguro de retaguarda para petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz até agora não conseguiu aumentar significativamente o tráfego marítimo através da hidrovia, que dá passagem a 20% do petróleo mundial.

O Irã fechou o estreito e tem ameaçado navios que tentarem furar o bloqueio. Reagindo às declarações de Trump da segunda-feira sobre a guerra no Irã estar praticamente concluída, a Guarda Revolucionária do Irã disse que eles é que determinariam o fim da guerra, e que Teerã não permitiria a exportação de um litro sequer de petróleo da região enquanto Israel e EUA continuassem a atacar o país e milícias aliadas na região.

ra/cn (Reuters, AP, ots)

Trump ameaça Irã com grande ataque caso país bloqueie fluxo de petróleo
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou o Irã dizendo que o país seria atingido "vinte vezes mais forte" caso Teerã bloqueie o fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz. Em uma postagem em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que tal ação levaria a ataques que tornariam o Irã "praticamente impossível" de ser reconstruído.

"Morte, fogo e fúria cairão sobre eles", publicou Trump, acrescentando que espera que "isso não aconteça".

A retaliação iraniana após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã interrompeu o fluxo de petróleo e gás por um dos mais importantes gargalos do transporte marítimo, elevando os preços do petróleo a um patamar acima de 100 dólares por barril.

Os países produtores de petróleo do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Bahrein) foram diretamente afetados pelo conflito. Com os petroleiros e os navios de gás natural parados, eles estão à espera da reabertura do Estreito de Ormuz.

cn (DW)

Atualizações ao vivo encerradas
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Trump diz que guerra com o Irã está praticamente "concluída"
Donald Trump disse nesta segunda-feira que a guerra no Irã estava "muito mais avançada" do que o prazo inicial de quatro a cinco semanas e disse que considerava a guerra "muito completa" [sic].

"Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea", disse o presidente dos EUA em entrevista à emissora americana CBS News.
"Seus mísseis estão dispersos. Seus drones estão sendo destruídos por toda parte, inclusive suas fábricas de drones", acrescentou.

"Se você observar, eles não têm mais nada. Não sobrou nada em termos militares."
Questionado sobre o Estreito de Ormuz, Trump disse que navios já estão navegando pela região, acrescentando que está "pensando em tomá-lo".

No entanto, não está claro quais são os planos de Trump para o fim da guerra. Na sexta-feira, ele afirmou que apenas a "rendição incondicional" seria aceitável, uma exigência que o Irã não demonstrou disposição para atender.

Desde o início do conflito, o governo Trump apresentou diferentes justificativas para a guerra, que vão desde a mudança de regime até a eliminação da capacidade do Irã de projetar força militar.

rc (DW)

Irã diz que países que expulsarem diplomatas dos EUA e Israel poderão usar Estreito de Ormuz
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que qualquer país árabe ou europeu que expulsar embaixadores israelenses e americanos de seu território terá passagem irrestrita pelo Estreito de Ormuz a partir desta terça-feira.

De acordo com a emissora estatal iraniana Irib, esses países terão o "direito e a liberdade totais" de transitar pela via navegável estratégica para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) se romperem relações diplomáticas com Israel e os Estados Unidos.

Centenas de navios permanecem ancorados em ambos os lados do estreito, enquanto os mercados de petróleo e de transporte marítimo aguardam qualquer sinal de que as viagens possam ser retomadas através do corredor. Cerca de um quinto do petróleo e do GNL globais fluem pelo Estreito de Ormuz.

rc (AFP)

Austrália confirma asilo a jogadoras iranianas
A Austrália confirmou a concessão de asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irã, devido a temores de perseguição por elas terem se recusado a cantar o hino nacional antes de uma partida da Copa da Ásia, disputada no país.

O gesto das atletas iranianas ocorrido na semana passada foi amplamente interpretado como um ato de desafio contra a República Islâmica.

As cinco jogadoras fugiram do hotel da equipe durante a noite e se refugiaram em um "local seguro" enquanto solicitavam asilo, disse o ministro australiano do Interior, Tony Burke.

"Elas foram levadas para um local seguro pela polícia australiana. Aprovei seus pedidos de vistos humanitários ontem à noite", afirmou Burke. "Elas são bem-vindas à Austrália, estão seguras aqui e devem se sentir em casa."

O filho do falecido xá do Irã, Reza Pahlavi, que reside nos EUA, alertou nesta segunda-feira que a recusa em cantar o hino nacional poderia ter "consequências terríveis" e pediu à Austrália que oferecesse proteção à equipe. Políticos e ativistas de direitos humanos também solicitaram proteção oficial para as atlelas.

Um apresentador da TV estatal iraniana chamou as jogadoras de "traidoras em tempos de guerra" depois que elas permaneceram imóveis durante o hino nacional antes da partida contra a Coreia do Sul. Nos jogos subsequentes, elas prestaram continência e cantaram.

O ativista da Anistia Internacional (AI), Zaki Haidari, disse que as atletas enfrentariam perseguição, ou coisa pior, se fossem enviadas de volta para casa.

"Algumas dessas integrantes da equipe provavelmente já tiveram suas famílias ameaçadas", afirmou. "Se elas voltarem […] quem sabe que tipo de punição poderão receber?"

rc (AFP)

França avalia estratégia para reabrir o Estreito de Ormuz
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira, a bordo de um porta-aviões francês enviado ao Mediterrâneo, que a França e seus aliados preparam uma missão "defensiva" para reabrir o Estreito de Ormuz.

A retaliação iraniana após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã interrompeu o fluxo de petróleo e gás por um dos mais importantes gargalos do transporte marítimo de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), elevando os preços do petróleo a um patamar acima de 100 dólares por barril.

Mais cedo, durante uma visita ao Chipre, no Mar Mediterrâneo, Macron disse que a missão envolveria a escolta de navios de transporte de contêineres e petroleiros para reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz "após o fim da fase mais tensa do conflito".

"Isso é essencial para o comércio internacional, mas também para o fluxo de gás e petróleo, que precisa voltar a escoar desta região", disse o presidente francês, acrescentando que a missão envolveria países europeus e não europeus.

A bordo do porta-aviões francês Charles de Gaulle, Macron afirmou que a duração da guerra depende dos objetivos dos EUA e de Israel, mas alertou que a mudança de regime no Irã não ocorrerá com ataques aéreos. Ele alertou que a "fase intensa" da guerra poderá durar "vários dias, talvez várias semanas".

Macron estava no Chipre em uma demonstração de apoio, após um drone iraniano ter atingido uma base aérea britânica na costa sul da ilha na semana passada.

Ele disse que a França enviaria oito navios de guerra, dois porta-helicópteros e o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, equipado com vinte caças Rafale, para o Mediterrâneo Oriental e o Oriente Médio a fim de ajudar a reforçar a segurança.

rc (DW)