Mundo

Líder de Myanmar é acusada de novo crime por militares golpistas


BANGCOC, 12 ABR (ANSA) – A líder “de facto” de Myanmar, Aung San Suu Kyi, foi acusada de um novo crime na gestão da pandemia da Covid-19 pela junta militar que deu um golpe de Estado no país no início de fevereiro. Essa é a sexta imputação da Nobel da Paz de 1991 desde sua prisão no dia 1º daquele mês.   

“Ela foi acusada de seis crimes no total, cinco acusações em Nay Pyi Daw e uma em Yangon”, disse a advogada Min Min Soe à agência AFP nesta segunda-feira (12).   

Essa é a segunda acusação de violação da lei de desastres naturais por conta da gestão da crise sanitária contra Suu Kyi, argumento também usado contra o presidente do país, Win Myint, que está na mesma prisão domiciliar que sua aliada.   

Os outros quatro “crimes” referem-se à violação das leis de comércio exterior (pela importação de rádios de comunicação) e de comunicação, além de acusações por incitar os protestos pró-democracia e por corrupção (por supostamente ter recebido US$ 600 mil e 11 quilos de ouro).   

As audiências são realizadas todas por videoconferência, bem como as conversas que ela tem com seus advogados.   


+ Mãe conta à polícia que ateou fogo e matou bebê por ‘vergonha’ de ter a gravidez descoberta
+ Após ameaças, soldada da PM denuncia coronel por assédio sexual
+ Youtuber é perseguido por jacaré de três metros: veja vídeo



Suu Kyi e Myint foram presos no dia do golpe por uma suposta “fraude eleitoral”, mas nunca foram acusados por nada relacionado ao pleito de 8 de dezembro. Na disputa, o partido deles, o Liga Nacional para a Democracia (NLD), teve uma vitória avassaladora com mais de 70% dos votos.   

Segundo analistas, por perceberem que tinham perdido o controle do país, mesmo tendo nas mãos o controle de três importantes ministérios – Defesa, Interior e Relações Externas – e de 25% do Parlamento, ambos por força de lei, os militares deram o golpe contra a democracia.   

Desde então, diariamente, milhares de pessoas vão às ruas de inúmeras cidades de Myanmar para protestar pela libertação dos presos políticos e também para a retomada da normalidade democrática.   

No entanto, os policiais usam força letal contra os civis para desfazer os atos e já mataram cerca de 700 pessoas – incluindo dezenas de crianças. O golpe também teve repercussões nas relações exteriores, com os países ocidentais impondo sanções pesadas contra a junta militar e contra empresas estatais.   

(ANSA).   

Veja também

+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Tenha também a Istoé no Google Notícias
+ Canadá anuncia primeira morte de pessoa vacinada com AstraZeneca no país
+ Yasmin Brunet comemora vitória de Gabriel Medina
+ Decifrado código dos Manuscritos do Mar Morto
+ Receita de panqueca americana com chocolate
+ Receita rápida de panqueca de doce de leite
+ Contran prorroga prazo para renovação da CNH
+ Receita de moqueca de peixe simples e deliciosa
+ 5 benefícios do jejum intermitente além de emagrecer
+ Cinema, sexo e a cidade
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Estudo revela o método mais saudável para cozinhar arroz
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Sucuris gigantes são flagradas em expedições de fotógrafos no MS