O líder de uma gangue haitiana que sequestrou um grupo de americanos no fim de semana ameaçou executá-los, segundo um vídeo postado nas redes sociais nesta quinta-feira (21).
Imagens filmadas na quarta-feira mostram Wilson Joseph vestindo um terno e cercado por homens armados, em frente a caixões contendo os corpos de cinco membros de sua gangue.
“Já que não consigo o que preciso, vou matar esses americanos”, ameaçou Joseph, falando em crioulo.
Os sequestradores exigem um resgate de 17 milhões de dólares para a libertação dos reféns, informaram fontes de segurança à AFP.
No sábado, um grupo de 17 missionários americanos e canadenses e seus filhos foram sequestrados em plena luz do dia durante uma visita a um orfanato em uma área no leste de Porto Príncipe, que está totalmente sob o controle da gangue.
O Christian Aid Ministries, com sede em Ohio, ao qual pertencem os missionários sequestrados, relatou que o grupo incluía 12 adultos com idades entre 18 e 48 anos, junto com cinco crianças: um bebê de oito meses e outras de três, seis, 13 e 15 anos.
Os Estados Unidos aconselharam os americanos a não viajarem ao Haiti, principalmente devido a sequestros que, segundo alertam, incluem regularmente cidadãos norte-americanos.
Desde dezembro de 2020, a polícia haitiana tem procurado Joseph por crimes, incluindo assassinato, sequestro, roubo de veículos e sequestro de caminhões de carga.
Enquanto isso, na quinta-feira, grupos de taxistas bloquearam estradas principais e fecharam o tráfego na capital haitiana para protestar contra a falta de combustível causada por gangues que controlam o acesso ao petróleo.
Em toda a cidade, os manifestantes expressaram indignação por serem forçados a comprar gasolina no mercado clandestino.
Perto de uma barricada de pneus em chamas, os manifestantes acusaram as autoridades de favorecer os importadores de combustível em detrimento do desenvolvimento de energia renovável.
“Não temos rede elétrica no Haiti, então temos que encontrar diesel para fazer funcionar um gerador”, disse um estudante que pediu anonimato por motivos de segurança.
“Temos todo o sol do mundo, mas os painéis solares são muito caros”, lamentou.