Lições de uma eleição

Lições de uma eleição

O PT não levou nada. O bolsonarismo não levou nada. Os extremos estão aprendendo na marra que o Brasil quer o equilíbrio político e a volta da boa administração contra os delírios ideológicos de lado a lado, que não levam a nada. Chega de salvadores da pátria. Adeus a ideia da criação de fantasmas -“comunistas” versus “caudilhos” – para polarizar o debate e tirar da frente o que realmente interessa que são as ações e projetos de recuperação de um País. A direita-extrema, em desordem e fracasso após o baque municipal, terá de se organizar sob outra bandeira de luta. A esquerda incendiária massacrada e esquecida precisará, da mesma forma, montar um novo embrião de proposta, aglutinando simpatizantes da causa social em uma direção mais progressista. O bolsonarismo que comanda o País deveria cair em si. Artimanhas banais como a de desacreditar o processo eleitoral não lhe levará a outro desfecho que não o do ridículo, lá na frente. Não vencerá apenas no gogó. O eleitorado está mais esperto e experiente. Mostrou isso nas urnas. De forma eloquente, para quem tentar ler friamente o recado que saiu dali. Nenhum lado conseguirá nada sem alternativas de reestruturação concretas. Será a economia, o resgate dos empregos, do desenvolvimento, das reformas estruturais que darão prumo e credibilidade para aquele que, a partir de 2022, receber nas mãos o bastão de comando. O Messias, como bem classificou um colunista, parece estar exercendo seu direito ao suicídio de imagem. Exerce a desinteligência com uma desenvoltura digna de um néscio incapaz. Sua insurgência contra vacina, isolamento, máscara e outras baboseiras só reforçam a impressão. Não vai dar certo. Não deu nem com o seu alterego Donald Trump, senhor dos EUA e que, diga-se de passagem, levando a economia em uma condição muito mais robusta e com resultados concretos do que aqui. O mito não entendeu nada. Se lambuzou,equivocadamente, no melado de uma popularidade frugal, no lombo de um auxílio que não consegue mais bancar. Tirando isso, assiste ao murchar da sua relevância e parte para às esquisitices. A política brasileira, por sua vez, vai se aprimorando. Trilhando, a duras penas, caminhos novos. Em Pernambuco, um jovem de 26 anos, João Campos, filho de um presidenciável que tentava fazer história, e mais novo alcaide de um capital brasileira, vai despontando. Pode ser boa surpresa adiante. Existe, decerto, luz fora do ambiente contaminado das querelas débeis daqueles que pensam apenas no poder pelo poder.

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