Economia

Libra, moeda do Facebook, ampliará liderança dos EUA, diz Zuckerberg

Libra, moeda do Facebook, ampliará liderança dos EUA, diz Zuckerberg

Em uma prévia do que dirá na quarta-feira diante de um comitê do Congresso que lhe convocou, Mark Zuckerberg descreveu a Libra como uma importante inovação financeira - AFP/Arquivos

Libra, a criptomoeda que o Facebook projeta lançar, “estenderá a liderança financeira dos Estados Unidos” no mundo, disse o CEO da rede social Mark Zuckerberg em um texto divulgado nesta terça-feira (22).

Em uma prévia do que dirá na quarta-feira diante de um comitê do Congresso que lhe convocou, Zuckerberg descreveu a Libra como uma importante inovação financeira.

“Enquanto discutimos esses temas, o resto do mundo não espera. A China está se movendo rapidamente para lançar ideias similares nos próximos meses”, disse no discurso preparado para o Congresso.

“A Libra estará amplamente respaldada por dólares e acho que poderá estender a liderança financeira dos Estados Unidos, assim como nossos valores democráticos e supervisão no mundo. Se os Estados Unidos não inovarem, nossa liderança financeira não está garantida”, segundo Zuckerberg.

O projeto Libra desperta preocupação no mundo todo.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse nesta terça que o lançamento dessa criptomoeda pode ser “prematuro” e que antes algumas questões devem ser resolvidas – como medidas de proteção contra a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas.

Na semana passada, o ministro de Finanças da França, Bruno Le Maire, disse que seu governo, bem como os da Itália e da Alemanha daria passos que não especificou “para mostrar claramente que a Libra não é bem-vinda na Europa”.

Já o Grupo dos 20 alertou para os riscos de lavagem o dinheiro mediante a nova criptomoeda e o Grupo dos 7 disse que a Libra não deveria circular “antes de os desafios e riscos legais, regulatórios e de supervisão serem resolvidos adequadamente”.

Zuckerberg admitiu que os problemas que Facebook teve com a privacidade dos usuários e a proteção de seus dados podem levar a concluir que “agora não somos o mensageiro ideal”. Acrescentou, contudo, que o plano pode ser benéfico para muitas pessoas – especialmente as excluídas do sistema bancário.

Ele apontou que a Libra não será controlada pelo Facebook, mas administrada por um corpo independente que incluirá empresas e organizações sem fins de lucrativos.

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