Liberty Media reduz salários por causa do coronavírus

ROMA, 07 ABR (ANSA) – Com a Fórmula 1 paralisada por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), a Liberty Media, empresa proprietária da categoria, anunciou nesta terça-feira (7) que colocou metade de seus funcionários em licença, além de ter reduzido em pelo menos 20% o salário de seus executivos.   

A empresa, que comanda a F1 desde 2017, fez a proposta do corte salarial e seus dirigentes aceitaram reduzir os seus salários.   

Os outros funcionários da Liberty Media também terão 20% dos seus ganhos reduzidos, mas eles serão pagos pelo sistema de proteção que foi anunciado pelo governo do Reino Unido.   

Para o presidente e CEO da empresa, Chase Carey, “é esperado um corte muito mais profundo que 20%”, segundo a imprensa britânica.   

A emergência do coronavírus está causando um déficit financeiro significativo na F1, com os principais fluxos de receita em risco devido aos cancelamentos e adiamentos dos Grandes Prêmios da temporada de 2020.   

O calendário de 2020 da F1 sofreu muitas alterações por conta da pandemia. Os GPs da Austrália e de Mônaco foram cancelados, já as provas do Bahrein, Vietnã, China, Holanda, Espanha e Azerbaijão estão adiadas.   

A Liberty Media paga às equipes prêmios em dinheiro de sua renda e já entregou os primeiros pagamentos, com base nos resultados de 2019. Algumas escuderias menos financeiramente sólidas ainda podem enfrentar uma crise que coloca sua sobrevivência em risco se o financiamento da F1 secar nos próximos meses.(ANSA)