Léo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, tem prisão preventiva decretada por Moraes

Empresário responde por crimes relacionados aos ataques golpistas e havia fugido para a Argentina após se tornar réu

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Léo Índio Foto: Reprodução

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira, 2, a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio. O empresário, primo dos filhos mais velhos de Bolsonaro, é réu pelo envolvimento com os atos golpistas culminados em 8 de janeiro de 2023.

A determinação acontece depois de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou a prisão de Léo Índio. Ele havia viajado à Argentina, o que a PGR enxergou como um descumprimento da medida cautelar alternativa à prisão.

Em entrevista a uma rádio paranaense, Índio afirmou ter fugido para a Argentina por medo de ser preso. A partir dessa declaração, Moraes determinou que a defesa apresentasse explicações em até 48 horas. Em resposta ao STF, a advogada do réu afirmou que ele obteve autorização do governo argentino para se instalar no país temporariamente.

O passaporte de Leo Índio já havia sido apreendido, mas o documento não é obrigatório para viagens entre países do Mercosul. Uma vez fora do país, o STF deve pedir sua extradição.

O empresário deixou o Brasil logo após a Primeira Turma do STF acatar a denúncia do Procurador-geral Paulo Gonet e torná-lo réu. Ele negou a participação na depredação aos prédios públicos, mas admitiu estar na manifestação no dia. Índio responde por cinco crimes, incluindo golpe de Estado