Cultura

Leituras fantásticas

Com a publicação exclusiva de obras voltadas para temas como fantasia e terror, a editora Darkside Books conquista uma legião de fãs e atrai mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais

Crédito: Divulgação

CLÁSSICOS ”Alice no País das Maravilhas”: livro de 1865 ainda faz sucesso em 2020 (Crédito: Divulgação)

Uma empresa como a Darkside Books só poderia ter sido fundada em um dia 31 de outubro, Dia das Bruxas. Dedicada à temática da aventura, fantasia e terror, a editora sediada no Rio de Janeiro atrai leitores de todas as idades interessados nesse universo e já reúne mais de um milhão e meio de seguidores nas redes sociais.

Fundada por Christiano Menezes e Chico Assis em 2012, a Darkside conquistou um segmento tão específico do mercado que hoje não tem apenas com leitores, mas verdadeiros fãs. Com edições visualmente muito bem cuidadas, geralmente em capa dura e com projeto gráfico de qualidade, ela baseou toda a sua estratégia de relação com o público no ambiente virtual. “Nascemos 100% online e contamos com um alto engajamento do público na internet”, afirma Menezes, que, ironicamente, não se dedica à publicação de livros digitais. “Tudo na vida do leitor agora é virtual, por isso ele busca a experiência da obra física. O livro passa a ser uma espécie de melhor amigo.” O catálogo da “editora da caveirinha”, como é chamada por seus seguidores, foge do convencional. Além de edições especiais comentadas de clássicos como “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, e “Drácula”, de Bram Stoker, a Darkside foca em revelações da literatura mundial, como Andrew Pyper, Caitlín Doughty e Keith Donohue, além de mestres do universo do terror e fantasia como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson. Há ainda ícones da cultura pop, como edições dedicadas a filmes como “Guerra nas Estrelas” e “Os Goonies”, primeiro livro publicado por eles.

Entre os autores nacionais, o destaque vai para César Bravo, paulista de 43 anos com várias obras publicadas, entre elas, “VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue”, de 2019. Engana-se quem acredita que o gênero terror atrai apenas o público masculino: a editora criou o selo “Darklove” para dar voz a novas autoras de diferentes lugares do mundo. Entre os homens e mulheres desse mercado, não há disputa: a única coisa que interessa é ser o mais assustador possível.

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Um prêmio assustador

Para descobrir novos autores, a Darkside anunciou o “Prêmio Machado de Assis”, com R$ 100 mil divididos em cinco categorias: romance/contos; quadrinhos; não ficção; outras narrativas (música, roteiro, jogo) e desenvolvimento de projeto (mentoria e contrato). Inscrições pelo site darksidebooks.com.br até 29/9. “Machado abriu caminhos, e o nosso machado também abrirá”, afirma Menezes.

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