O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reforçou sua estratégia para se diferenciar de colegas presidenciáveis do PSD nesta quinta-feira, 12. O pré-candidato disse confiar na decisão do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, sobre quem será o escolhido para ir às urnas em outubro de 2026.
Em entrevista à GloboNews, Leite alegou que é capaz de conversar com “eleitores dos dois lados” da polarização política, evitando se associar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No último levantamento Datafolha, o presidente Lula aparece variando entre 38% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem de 32% a 34%. Os candidatos da chamada “terceira via” aparecem distantes da dupla: Leite tem 3% das intenções de voto, contra 7% de Ratinho Júnior (PR) e 4% de Ronaldo Caiado (GO). O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pontua entre 4% e 5%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Aldo Rebelo (DC), com 2%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Indagado sobre a pesquisa, Leite afirmou que a diferença estatística não tem relevância inicial, pois a margem de erro aponta empate. Segundo ele, os três governadores do PSD possuem boas avaliações e capacidade de gestão, mas a decisão do partido deve focar em quem é “capaz de conversar com o espectro mais amplo do eleitorado”.
O governador gaúcho ressaltou seu diferencial em relação a Ratinho e Caiado, que marcaram presença em manifestações bolsonaristas. Leite pontuou que, embora os colegas tenham aderido legitimamente à candidatura de Bolsonaro em 2022, ele manteve a coerência de quem não se sente representado por Lula nem por Bolsonaro. “Quero conversar com eleitores dos dois lados (…) vejo brasileiros, tanto à esquerda quanto à direita, com legítimas preocupações com o país, e a gente precisa conversar com eles”, afirmou.
Para Leite, existe uma esquerda não lulista que busca inclusão e respeito à diversidade, assim como uma direita não bolsonarista focada em segurança e liberdade econômica. “As duas coisas não são incompatíveis: é possível conciliar essas visões”, finalizou.