Cultura

Leilado por € 3 mi, desenho de Tintin bate recorde mundial na categoria

Leilado por € 3 mi, desenho de Tintin bate recorde mundial na categoria

Capas de álbuns Tintin traduzidas para vários idiomas na editora Casterman em Bruxelas, Bélgica, em 24 de janeiro de 2014 - AFP/Arquivos

Um desenho de Hergé para a capa do álbum “O lótus azul”, de Tintin, foi leiloado nesta quinta-feira (14), em Paris, por mais de € 3,1 milhões (US$ 3,8 milhões), estabelecendo um novo recorde mundial para o setor de quadrinhos.

“Depois de uma batalha de leilões entre três telefones, esta obra-prima tão apreciada foi finalmente comprada por 3.175.400 euros”, incluindo despesas, disse a casa de leilões Artcurial em um comunicado, acrescentando que o comprador é um “colecionador particular”.

Esta aquarela e guache, desenhada com tinta chinesa e datada de 1936, superou assim a venda de 2014, quando a mesma casa leiloou a página dupla que o ilustrador belga usou como capa de seus álbuns durante 20 anos.

O leilão foi então arrematado por 2,5 milhões de euros (3 milhões de dólares ao câmbio atual), o que estabeleceu um recorde para uma história em quadrinhos.

No desenho de “O lótus azul”, Tintin e seu cão Milu estão em um vaso azul, esticando a cabeça com uma expressão de angústia. À frente, um dragão vermelho os ameaça com a boca aberta. Existe ainda uma faixa com letras chinesas, sobre fundo preto com motivos amarelos.


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Essa criação acabou não sendo a capa do quinto álbum das aventuras do famoso repórter, já que sua reprodução era muito cara. A editora Casterman optou por um desenho parecido, mas simplificado.

Esta é a primeira vez que o desenho, com as dimensões de 34 cm x 34 cm, é apresentado no mercado das artes. Seu preço estimado estava entre 2,2 milhões e 2,8 milhões de euros (de 2,6 milhões a 3,4 milhões de dólares).

Segundo a casa Artcurial, Hergé teria dado a obra ao filho do editor Louis Casterman, Jean-Paul, quando ele tinha sete anos. O menino teria dobrado a página em seis e a mantido em uma gaveta, de onde foi recuperada décadas depois.

Alguns especialistas questionam a veracidade dessa história.

Para Philippe Goddin, um dos maiores conhecedores da obra de Hergé, os herdeiros “acreditaram na lenda que lhes foi contada pelo pai”, Jean-Paul, falecido em 2009. Mas isto parece “muito suspeito”.

Embora as marcas de vinco possam ser vistas na folha, Hergé provavelmente a enviou assim em um envelope para o editor-adjunto da editora, segundo Goddin. O desenho teria permanecido desde 1936 no armazém de Casterman, mas não se trataria de presente algum.

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