Leia em IstoÉ: O fim da obesidade?

Novas canetas de aplicação injetável a preços mais acessíveis e comprimidos de última geração abrem um novo horizonte para a ciência do emagrecimento

Leia em IstoÉ: O fim da obesidade?

De acordo com os dados brasileiros do Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% da população adulta têm obesidade e 37%, sobrepeso. No combate à doença, destacam-se, entre os tratamentos mais modernos, os remédios chamados agonistas do hormônio GLP-1, onde estão a semaglutida (do famoso Ozempic, do laboratório Novo Nordisk), a liraglutida (caso do Olire, da EMS), e a tirzepatida (Mounjaro, da Eli Lilly). E nos EUA foi aprovado um comprimido de semaglutida, o Wegovy, também da Novo Nordisk, que já está disponível para os pacientes de lá.

Popularizados como canetas emagrecedoras, esses remédios se tornaram uma febre, movimento que, claro, se reflete no lado mercadológico. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, relativos a 2025, as importações de medicamentos à base de hormônios polipeptídicos, na qual se enquadram o Ozempic e o Mounjaro, cresceram 88% em um ano, movimentando R$ 9 bilhões. A procura por esses tipos de remédios superou à de celulares e de itens como salmão e azeite de oliva.

Projeções do banco suíço UBS apontam que o mercado dos medicamentos que “imitam” o GLP-1 deve dobrar de tamanho em 2026, aproximando-se de R$ 20 bilhões. Explica-se: em março vence no Brasil a patente do princípio ativo do Ozempic no Brasil, impulsionando uma verdadeira corrida de laboratórios no país para produzir genéricos e similares do medicamento – o que deve baratear o custo dos fármacos. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ter recebido 13 pedidos de registro das canetas à base de semaglutida.

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