Leia em IstoÉ: Guerra sem fim

Apesar do cessar-fogo, o conflito no Oriente Médio prossegue com os ataques de Israel ao Líbano e ameaças do Irã sobre o Golfo

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Após dias de tensão extrema e de uma declaração chocante do presidente dos Estados Unidos Donald Trump de que “toda uma civilização morrerá”, o mundo recebeu um anúncio de cessar-fogo de duas semanas entre norte-americanos e iranianos, costurado com intermédio do Paquistão. Mas o caminho para a paz na região ainda parece distante.

A trégua estabelecida com base em dez pontos de negociação nasce sob a sombra da desconfiança. De um lado, o Irã exige o fim das sanções e a manutenção do seu programa de enriquecimento de urânio – para fins civis, alegam. De outro, Trump quer o fim de armas nucleares, como alardeia. No Irã, cenas da população formando correntes humanas buscando proteger pontes e usinas circularam pela internet. Em sua rede social, Trump avisa que o país mantém suas forças militares em posição de ataque, exigindo a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, o canal por onde trafega 20% do petróleo transportado por mar no mundo.

E enquanto ainda repercutia a trégua, uma ofensiva devastadora de Israel contra o Líbano provocou mais de 300 mortes em dez minutos de bombardeios contínuos. Os ataques ameaçam implodir as negociações, que prosseguem nesta sexta-feira, 10, na capital do Paquistão.

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