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Legisladoras atacadas por Trump afirmam que não vão se calar

Legisladoras atacadas por Trump afirmam que não vão se calar

(E-D:) As legisladoras americanas Rashida Tlaib, Ayanna Pressley, Ilhan Omar e Alexandria Ocasio-Cortez durante coletiva de imprensa no Capitólio dos EUA, em Washigton, 15 de julho de 2019 - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

As quatro legisladoras da Câmara de Representantes dos Estados Unidos atacadas por Donald Trump com comentários xenófobos afirmaram nesta segunda-feira (15) que o presidente americano promove uma “agenda nacionalista branca” e prometeram que suas vozes não serão silenciadas.

“Não vão nos calar”, afirmou a congressista afro-americana por Massachusetts Ayanna Pressley em coletiva de imprensa, ao lado de Alexandria Ocasio-Cortez (representante por Nova York, de origem porto-riquenha), Ilhan Omar (de Minnesota, americana nascida na Somália), e Rashida Tlaib (de Michigan, de ascendência palestina).

Pressley acusou Donald Trump de carecer da “graça, empatia, compaixão e integridade que requer o gabinete presidencial”.

“No entanto, incentivo os americanos (…) a não morder o anzol”, acrescentou, vendo nos ataques de bilionário republicano “uma distração” para desviar a atenção “dos problemas que afetam os cidadãos americanos”.

Também atacada pelas publicações presidenciais no Twitter, Ilhan Omar acusou Donald Trump de ser o autor de um “ataque abertamente racista contra quatro legisladoras de cor” para promover as ideias dos nacionalistas brancos.

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A mais jovem congressista, Alexandria Ocasio-Cortez, disse por sua vez que não estava “surpresa” com a “retórica” do presidente, acusado regularmente de racismo desde que chegou à Casa Branca em 2017.

Finalmente, Rashida Tlaib pediu novamente que se inicie um processo de impeachment contra Donald Trump, uma questão que divide a oposição democrata.

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