O papa Leão XIV visitará, no verão europeu, a ilha italiana de Lampedusa, ponto de chegada de migrantes que cruzam o Mar Mediterrâneo a partir do norte da África, anunciou o Vaticano nesta quinta-feira (19).
O pontífice já havia expressado sua gratidão aos habitantes da ilha pelo acolhimento ao longo dos anos àqueles que ali chegaram, muitas vezes em embarcações precárias ou sobrecarregadas.
Leão se manifestou várias vezes contra as medidas para conter a migração irregular. Chegou a qualificar de “desumano” o tratamento dado pelo governo de Donald Trump aos imigrantes nos Estados Unidos.
O chefe da Igreja Católica visitará Lampedusa em 4 de julho, em uma viagem à Itália que inclui Pompeia, em 8 de maio, aniversário de sua eleição, informou o Vaticano.
O governo de extrema direita da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, adotou uma linha dura em relação à imigração irregular, restringindo navios de resgate de organizações de caridade e acelerando as devoluções de pessoas que não se qualificam para asilo.
Quase 2.300 migrantes chegaram às costas italianas desde o início do ano, contra 5.600 no mesmo período de 2025.
Muitos morreram na travessia, com pelo menos 547 vidas perdidas nas rotas do Mediterrâneo desde o início do ano, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU.
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