Cultura

Le Lis Blanc celebra 30 anos de moda com evento de gala em SP

Foi uma noite e tanto a que a Le Lis Blanc promoveu para celebrar os 30 anos da marca. Num evento de gala para 400 pessoas no Jockey Club de São Paulo, a marca fez uma demonstração de seu poder de fogo com um evento espetacular (e espetaculoso) na noite desta quinta-feira, 18.

A festa teve tops internacionais e brasileiras na passarela – entre elas a sul-sudanesa Adut Akech, a Angel da Victoria’s Secret e dinamarquesa Josephine Skriver, a angolana Maria Borges e as brasileiras Alessandra Ambrósio, Ana Beatriz Barros, Carol Trentini e Izabel Goulart. Contou com trilha ao vivo do DJ Alok acompanhado por uma orquestra, queima de fogos, jantar, show de Ivete Sangalo e um ensaio de fotos by Bob Wolfenson rolando num dos espaços também.

A lista de convidados foi igualmente pomposa. Entre os que prestigiaram a festa estavam as atrizes Bruna Marquezine, Camila Queiroz, Fiorella Mattheis e Mariana Rios, as apresentadoras Patrícia Poeta e Luciana Gimenez, o publicitário Nizan Guanaes, além de top fashionistas, como as consultoras Costanza Pascolato e Donata Meirelles, e a blogueiras Thássia Naves, Lalá Rudge e Helena Bordon.

Com previsão de chuva intensa e uma passarela montada ao ar livre, na parte de baixo da arquibancada do Jockey, até o Cacique Cobra Coral foi recrutado para a ocasião. A organização que representa a entidade espiritual presta serviços de influenciadora de mudanças no tempo, que de fato não fechou para a Le Lis – choveu de leve apenas.

Eram quase 22h, duas horas depois do horário marcado, portanto, quando Patrícia Poeta entrou em cena e deu o start no desfile propriamente dito depois de um breve discurso anunciando o que estava por vir. Foram três momentos distintos do desfile, dedicados às três linhas de roupas da Le Lis Blanc.

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Primeiro veio a mais casual e acessível, com muitos vestidos brancos, rendas, babados, shapes amplos, alguns florais e vestidos metalizados sensuais. Em seguida entra em cena a linha conceitual da grife, assinada pela estilista Giuliana Romanno, com uma alfaiataria feminina moderna inspirada em gravataria, trazendo amarrações, geometrias, assimetrias e franjas. Um tipo de roupa sofisticado, fashion, para mulheres que apreciam design.

Por fim, a coleção de luxo Atelier Le Lis, assinada pela estilista Helô Rocha, trouxe uma demi-couture inspirada no trabalho de Carybé, com um toque de candomblé nos belos e delicados vestidos em camadas que evocavam roupas de baianas e nos looks de noite extravagantes, com volumes e diferentes técnicas de tingimento. Tudo correto, chique, com exceção de alguns modelos de sapatos – pesados e aparentemente desconfortáveis, que prejudicaram o caminhar das modelos.

Toda essa pompa e ostentação, entretanto, não passou em branco para todos. Há quem tenha considerado a dimensão da coisa pouco apropriada para o momento do País, em meio a crise econômica e tensão política acirrados.

Entre os dramas da vida real e o escapismo inerente à moda, fato é que as três décadas da Le Lis Blanc são um marco a ser comemorado. São poucas as grifes de moda nacionais que chegam à essa idade esbanjando charme e estilo na passarela e (ao que tudo indica) em plena forma financeira também.

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