A Louis Dreyfus Company (LDC) inaugurou na quinta-feira, 25, um hub logístico, em Rondonópolis (MT), que integra, em um mesmo complexo, as operações de recebimento de algodão e armazenagem e mistura de fertilizantes no Estado de Mato Grosso. O projeto, financiado integralmente com recursos próprios, tem por objetivo ampliar a sinergia entre as duas frentes de negócio e proporcionar eficiência logística ao produtor rural.
Localizado estrategicamente próximo à malha ferroviária, o complexo tem 167 mil metros quadrados de área total e capacidade estática para armazenar cerca de 100 mil toneladas de fertilizantes. No segmento de algodão, a estrutura adiciona 20 mil toneladas de capacidade para pluma, o que, segundo a companhia, representa um aumento de 50% na sua capacidade de armazenamento da fibra em Mato Grosso.
“Com a nova estrutura, a LDC contará com capacidade própria de armazenagem superior a 100 mil toneladas de fertilizantes, e ampliará em 50% a capacidade de armazenamento de algodão da companhia no Mato Grosso”, confirmou o diretor comercial de insumos da LDC para a região North Latam, Bruno Andrade.
A integração física e operacional dos dois negócios permite otimizar a logística de chegada e saída de produtos, possibilitando que o caminhão que entrega o algodão retorne à fazenda carregado com fertilizantes, inclusive por meio de operações de barter.
“A integração entre as operações de algodão e insumos permite que o produtor entregue o algodão no hub e retorne para o campo com fertilizantes, inclusive pela modalidade barter, otimizando o transporte logístico”, explicou o diretor da plataforma de algodão da LDC para a região North Latam, Dawid Wajs.
O modelo, segundo a empresa, reduz deslocamentos e, consequentemente, a pegada de carbono por tonelada movimentada. “Desta forma, garantimos a disponibilidade do fertilizante exatamente quando o produtor precisa, sincronizando a cadeia de fornecimento com a demanda real do campo”, acrescentou Andrade.
A escolha de Rondonópolis reflete o peso logístico do município em Mato Grosso, Estado que responde por cerca de 22% do consumo nacional de fertilizantes, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda), e por mais de 70% da área plantada de algodão no País, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Questionado sobre a participação no setor de fertilizantes, Andrade afirmou que a companhia não divulga dados de market share, mas destacou o peso da nova unidade. “O hub, dada a sua localização estratégica no Estado que consome 22% do fertilizante utilizado no País, posiciona a LDC entre os principais players do setor.”
Para a plataforma de algodão, o hub fortalece o corredor logístico que conecta Mato Grosso ao Porto de Santos (SP). O complexo integra originação, armazenagem e o envio da pluma por ferrovia até o terminal de contêineres da companhia em Cubatão (SP). “Ao investir em um ativo com localização estratégica, no maior estado produtor, fortalecemos o corredor de exportação e, consequentemente, propiciamos uma maior liquidez no momento correto. O ganho de competitividade está no aumento dos volumes”, afirmou Wajs.
Segundo o executivo, a estrutura também contribui para reduzir riscos ao produtor. “O hub também contribui para a mitigação de riscos de armazenagem do produtor, possibilitando que ele entregue o algodão ao longo da rota de exportação.”