SAN JOSE, 2 FEV (ANSA) – A candidata conservadora de direita Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, venceu a corrida presidencial na Costa Rica ainda no primeiro turno, realizado no domingo (1º). Ela é a segunda mulher a ser eleita chefe de Estado no país, atrás de Laura Chinchilla, que governou de 2010 a 2014.
Tida como herdeira do atual presidente, Rodrigo Chaves, Fernández derrotou o opositor Álvaro Ramos, do Partido Democrata, com 48,5% dos votos após apuração de 88,4% das urnas.
Ela precisava obter maioria de 40% para ser eleita ainda no primeiro turno. Já o candidato de esquerda obteve 32,12% dos votos.
Com um programa de medidas inspiradas na estratégia do líder de El Salvador, Nayib Bukele, a nova presidente pretende criar um grande presídio e impor estado de emergência em áreas controladas por narcotraficantes.
“Implementarei medidas rigorosas que nos permitam tirar os criminosos das ruas e colocá-los onde devem estar: na prisão”, disse Fernández durante a campanha eleitoral. Bukele, apoiado por Donald Trump, dos Estados Unidos, já a parabenizou pela vitória.
Grupos de direitos humanos alertam contra a replicação do modelo do presidente de El Salvador, que apresentou resultados espetaculares no combate à criminalidade, mas sacrificou os direitos de milhares de pessoas presas sem acusação formal. Para eles, Fernández será “um mero instrumento da agenda populista de Chaves” e temem que seu papel seja o de manter o cargo temporariamente até que ele possa retornar ao poder.
Membros do partido governista já afirmaram que buscarão alterar a Constituição para que Chaves não precise esperar oito anos para concorrer de novo ao cargo. Ao mesmo tempo, Fernández não descartou a possibilidade de incluir o atual mandatário em seu gabinete. (ANSA).