L’AQUILA, 17 JAN (ANSA) – A Itália realizou neste sábado (17) a cerimônia de abertura de L’Aquila, em Abruzzo, como a Capital Italiana da Cultura em 2026. Em seu discurso, o presidente do país, Sergio Mattarella, citou os papas Clementino V e Francisco para definir a cidade como a “capital do perdão, da paz e da reconciliação”. Para ele, “investir em cultura é investir em democracia”.
“Há uma grande necessidade desta semente [perdão, paz e reconciliação] no mundo em que vivemos, uma semente que pode tornar ainda mais fascinante o ano da Capital Italiana da Cultura que este município representa”, disse Mattarella, parafraseando Jorge Bergoglio durante a visita do antecessor de Leão XIV ao local em agosto de 2022.
Em relação a Clementino V, o presidente lembrou que L’Aquila é a sua terra natal, tendo sido ele o pontífice a “conceder o perdão” dos pecados a todos os fiéis que visitarem a Basílica de Santa Maria di Collemaggio na cidade, além de ter “anulado todos os privilégios de riqueza ou classe social”, o que foi considerado um “ato revolucionário” para o líder da Igreja Católica que viveu no século 13.
Mattarella também reforçou a máxima de que a “cultura é o motor da sociedade”, dando a L’Aquila a oportunidade de “compartilhar [conhecimento] e de crescer”.
“A cultura é o principal instrumento de diálogo, engajamento e, portanto, de paz. Investir em cultura significa investir na comunidade e na democracia”, declarou o chefe de Estado italiano, mencionando, por fim, o grande terremoto que destruiu o município em 2009.
“Em um momento de sofrimento inesquecível, L’Aquila e toda a Itália foram capazes de reagir e mobilizar energia. O trabalho de recuperação, restauração e retomada das atividades econômicas e sociais levou a resultados importantes”, disse Mattarella, antes de concluir que “ser a Capital Italiana da Cultura será uma valiosa contribuição para este empreendimento bem-sucedido da comunidade de L’Aquila, que continuará no futuro e que pertencerá à cidade, a seus cidadãos e ao coração de toda a Itália”. (ANSA).