Trump TV é lançada nos EUA após restrições à imprensa

Canal online de Donald Trump surge em meio à polêmica com veículos como CNN e MSNBC

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O governo dos Estados Unidos lança a “Trump TV”, um canal no YouTube que transmite 24 horas por dia conteúdos relacionados às atividades do presidente Donald Trump. A iniciativa surge na noite da última segunda-feira, 21 de setembro, em Nova York, após o republicano revogar credenciais de imprensa de jornalistas da CNN, MSNBC e Politico. A plataforma visa oferecer uma cobertura alternativa em meio à disputa com veículos tradicionais.

  • A “Trump TV” foi lançada no YouTube para transmitir conteúdo sobre o presidente Donald Trump 24 horas por dia.
  • O lançamento ocorreu após o governo dos EUA revogar as credenciais de imprensa de jornalistas da CNN, MSNBC e Politico.
  • Veículos de comunicação ingressaram na Justiça e outros deixaram de cobrir eventos, enquanto Trump alega combater “fake news”.

A plataforma da “Trump TV” promete apresentar “os melhores vídeos, discursos importantes e destaques imperdíveis, transmitidos 24 horas por dia e atualizados em tempo real”. A divulgação no X afirmou que o canal “já está no ar via streaming. Com transmissão 24 horas por dia, 7 dias por semana, e atualizações em tempo real, ela reúne em um só lugar os melhores momentos do passado, anúncios e tudo de mais importante e recente da administração”.

O anúncio do canal foi acompanhado por um vídeo promocional produzido a partir de recortes de séries e filmes populares de televisão, como “Breaking Bad”, “Bob Esponja”, “Os Simpsons”, “Friends”, “Seinfeld” e “Esqueceram de Mim”. Após sua estreia, o canal retransmitiu a cerimônia de posse do segundo mandato do presidente Donald Trump, realizada em 20 de janeiro de 2025.

Como a mídia reage às restrições?

Na segunda-feira, 21 de setembro, a CNN, a MSNBC e o Politico ingressaram conjuntamente na Justiça para tentar preservar o acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca. A ação legal é uma resposta direta à decisão do governo de revogar suas credenciais, restringindo o acesso desses veículos à cobertura oficial.

Os veículos de comunicação argumentam que a medida adotada pelo governo viola direitos fundamentais garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. Este trecho da Constituição assegura a liberdade de imprensa, um pilar essencial para a democracia americana.

Em meio a essa crescente disputa, o grupo de emissoras que se reveza na cobertura do presidente Trump — que inclui CNN, NBC, ABC, CBS e Fox — também decidiu suspender seu acompanhamento de eventos presidenciais. Essa decisão coletiva reforça a insatisfação da grande imprensa com as restrições impostas aos veículos.

Por que Trump justifica a iniciativa?

O presidente Donald Trump, por sua vez, afirma que a Casa Branca não está promovendo uma ofensiva contra a imprensa. Segundo ele, o objetivo é combater as chamadas “fake news”, que, em sua visão, “se espalharam como um câncer” e representam uma “ameaça à segurança nacional” dos Estados Unidos.

Da IstoÉ com ANSA

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