Depois de conquistar tudo o que um DJ pode pleitear em sua carreira, Luciano Ferreira, o KVSH, entra em uma nova fase artística e humana, com novas sonoridades, novos ideais artísticos e novas propostas para a música eletrônica, que ele ajudou a moldar em território brasileiro ao longo da última década.
Em comunicado à imprensa, KVSH conta que: “Talvez este não seja seu primeiro contato comigo. Mas, de alguma forma, é o primeiro contato com esta fase. Este é um momento em que precisei repensar meu jeito de criar, de lançar e de me posicionar como artista. Precisei desacelerar. Voltar para a mão, para o tempo das coisas, para o que fazia sentido antes de ‘KVSH’ existir”.
“Se você já acompanha meu trabalho, talvez reconheça a mudança. Se está chegando agora, talvez este seja o melhor momento para chegar. De qualquer forma, espero que isso funcione como um lembrete para mim e para você: continuemos criando o que a gente quer ver existir no mundo”.
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Reposicionando-se como o “T-Shirt Boy”, KVSH adiciona ao seu projeto o uso de camisetas brancas com estampas feitas à mão, à caneta, por ele, de forma orgânica, do dia a dia, dando recados necessários e contando histórias reais, sem exageros, sem produção, com a verdade de sua vida e carreira, com a música sempre ao seu lado.
Essa busca pela essência não acontece por acaso, mas sim após uma década de dominância absoluta nas pistas e plataformas de streaming. Luciano Ferreira é o arquiteto por trás de alguns dos maiores hits da música eletrônica brasileira moderna.
Com mais de 600 milhões de streams acumulados e uma audiência mensal que frequentemente ultrapassa a marca dos 3 milhões de ouvintes no Spotify, KVSH consolidou o estilo Open Format como poucos, quebrando barreiras entre o underground e o mainstream com hits globais como “Be Someone”, “Me Gusta” e o icônico remix de “Potter”, que se tornou um fenômeno viral e de pistas ao redor do mundo.
Sua trajetória é marcada pela onipresença nos maiores palcos do planeta, como Tomorrowland (Bélgica), Ultra Music Festival (Miami) e Lollapalooza, além de apresentações históricas no Rock in Rio.
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Essa bagagem internacional e a experiência de ler multidões em diferentes continentes deram a Luciano a perspectiva necessária para entender que, após conquistar os números, o próximo passo lógico seria a reconexão com a manufatura da arte. O título de “T-Shirt Boy” surge, portanto, como um símbolo dessa desconstrução: o astro de grandes arenas que volta a escrever suas próprias verdades em uma tela em branco.
O reconhecimento de sua relevância também transbordou as pistas. KVSH foi destaque na prestigiada lista Forbes Under 30, consolidando-se como um empreendedor e um influenciador de cultura. Fundador da própria gravadora e festa, sempre teve um olhar voltado para o fomento da cena e a descoberta de novos talentos.
Agora, ao adotar o mantra “Make art, not content”, ele utiliza sua influência para questionar a velocidade frenética da indústria, propondo um resgate ao som que tem alma, que é feito para durar e que, acima de tudo, prioriza a experiência humana sobre a métrica digital.
Esta nova fase, que já nasce com a autoridade de quem ajudou a moldar o som de uma geração, promete ser o capítulo mais autoral da carreira de Luciano. Ao abrir mão das fórmulas prontas em prol de uma sonoridade mais orgânica e de uma estética artesanal, o artista convida o público a um mergulho mais profundo.
Uma narrativa visual e sonora que reafirma o porquê de KVSH ser, há tantos anos, um dos nomes mais respeitados e inovadores da música eletrônica sul-americana.