Kuwait diz que vários caças dos EUA caíram em seu território

Kuwait diz que vários caças dos EUA caíram em seu território

"AviãoPilotos teriam se ejetado com segurança. Não foram divulgados detalhes sobre causa das quedas. Trump diz prever ofensiva de 4 semanas, mas reconhece abertura para negociar. Tensão no Golfo gera pressão sobre petróleo.- Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irãneste fim de semana miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e vários chefes militares.

– O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região.

– Autoridades iranianas dizem que um dos bombardeiros neste domingo atingiu uma escola de meninas e matou 165 pessoas. Outro, alvejou um hospital em Teerã.

– Um conselho interino foi formado para governar o Irã após a morte de Khamenei, incluindo o presidente Massoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Eje, e o aiatolá Alireza Arafi. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, disse que um novo líder supremo será escolhido em "um ou dois dias".

– O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixaram claro que almejam a troca de regime no Irã. Segundo Trump, 48 líderes iranianos morreram nos ataques e nove navios militares foram afundados. O Pentágono confirmou a morte de três oficiais americanos em combate.

– Trump diz que foi procurado pela nova liderança iraniana e que está disposto a negociar. No entanto, avalia que a ofensiva americana deve durar quatro semanas.

– França, Reino Unido e Alemanha se dizem prontos para adotar "ação defensiva" contra o Irã. Primeiro-ministro britânico autorizou aos EUA utilizarem suas bases militares na região.

– Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e uma das figuras de oposição mais proeminentes do país no exílio, voltou a se apresentar como potencial futuro líder.

– No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Três navios petroleiros foram atingidos por mísseis. O grupo de países da Opep+ anunciou que aumentará sua produção para suprir a demanda.

– A ONG humanitária Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano (IRCS) afirmou nesta segunda-feira que ao menos 555 pessoas foram mortas pelos ataques no Irã.

Irã não vai retomar negociações com os EUA, diz chefe da Segurança iraniana
O chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que seu país não negociará com os Estados Unidos.

Em postagem na rede social X, ele negou ter proposto a retomada das negociações com Washington, intermediadas por diplomatas do Omã em Genebra.

"Não negociaremos com os Estados Unidos", escreveu Larijani. Em outra postagem, ele afirmou que, com suas "fantasias", Trump "arrastou toda a região para uma guerra desnecessária", e agora "está, com razão, preocupado com mais baixas americanas".

"É realmente muito triste que ele esteja sacrificando recursos e vidas americanas para promover as ambições expansionistas ilegítimas de Netanyahu", criticou.

O ministro iraniano do Exterior, Abbas Araqchi, porém, afirmou ao chanceler do Omã, Badr Albusaidi, que seu país estaria aberto a "esforços sérios" para reduzir as tensões na região.

Crescente Vermelho do Irã relata mais de 550 de mortes no Irã
A ONG humanitária Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano (IRCS) afirmou que até o momento ao menos 555 pessoas foram mortas pelos ataques dos EUA e de Israel no Irã. De acordo com a entidade, mais de 130 cidades em todo o país foram atacadas.

A IRCS afirma que mais de 100 mil socorristas estão em "alerta máximo" em todo o país, e uma rede de aproximadamente 4 milhões de voluntários está de prontidão para fornecer serviços humanitários e apoio psicossocial aos afetados.

A contagem de mortos divulga pela ONG não pôde ser verificada de forma independente.

Em Israel, de acordo com as autoridades locais, onze pessoas foram mortas.

rc (AP)

Kuwait afirma que vários caças dos EUA caíram em seu território
O Ministério da Defesa do Kuwait informou nesta segunda-feira que vários caças americanos caíram em seu território, com todos os pilotos tendo se ejetado das aeronaves em segurança.

O órgão não deu detalhes sobre a causa das quedas ou sobre quantos aviões estariam envolvidos, mas as quedas teriam ocorrido durante um período de intensos ataques iranianos contra o país.

O Ministério afirmou que os pilotos foram levados a um hospital para exames e que o estado de saúde deles era estável.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA ainda não comentou os relatos.

rc/md (AP)

Petróleo sobe 10% com primeiras aberturas de mercados
Os preços do petróleo dispararam na Ásia em meio à turbulência no Oriente Médio após ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Nas primeiras negociações de segunda-feira (02/03), no horário local, Brent subiu para pouco mais de 80 dólares por barril (R$ 410), em comparação com o preço de fechamento de 72,87 dólares (R$ 370) na sexta-feira, antes de recuar levemente.

O preço do Brent, referência internacional para o petróleo bruto, já havia subido na semana passada antes dos ataques que começaram no sábado.

Com a turbulência regional, o transporte marítimo está sob ameaça no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

A principal via marítima está majoritariamente, mas não totalmente, fechada, já que há relatos de que algumas embarcações chinesas e iranianas conseguiram atravessar.

No entanto, as principais empresas de navegação já confirmaram que estão suspendendo a passagem de suas frotas pela rota. Centenas de navios estão ancorados na região, e petroleiros foram atingidos pelo Irã no domingo.

Tudo o que aconteceu no 2º dia da ofensiva dos EUA no Irã
Ataques a navios petroleiros e militares e retaliação generalizada no Golfo marcam novo dia do conflito entre EUA, Israel e Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala em negociação com nova liderança iraniana, mas prevê operação de quatro semanas. Ao menos mil alvos foram atingidos em território iraniano até o momento. Washington teve suas primeiras baixas.

Veja o que aconteceu no segundo dia da ofensiva americana.

Diplomatas de seis países do Golfo demandam fim da ofensiva iraniana
Os principais diplomatas de seis países do Golfo pediram que o Irã interrompa imediatamente seus ataques contra seus territórios, afirmando que as investidas violam sua soberania e ameaçam minar a segurança e a estabilidade regionais.

Os chanceleres de Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Bahrein realizaram uma reunião virtual de emergência neste domingo (01/03), após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

Os bombardeios desencadearam uma série de mísseis retaliatórios iranianos contra bases americanas e outras infraestruturas civis, incluindo aeroportos, hotéis e, em alguns casos, áreas residenciais. Os ministros condenaram os ataques que, segundo eles, atingiram seus territórios e também a Jordânia. Nos países do Golfo, quatro pessoas morreram.

Os diplomatas afirmaram que seus países mantêm "seu direito legal de responder e o direito à autodefesa", conforme previsto pelas leis internacionais.

Mais cedo, os Emirados Árabes Unidos, principal alvo até o momento, fechou sua embaixada em Teerã e chamou seus diplomatas.

gq (AP)

França, Alemanha e Reino Unido prontos para adotar "ação defensiva" contra o Irã
França, Alemanha e Reino Unido alertaram o Irã de que estão prontos para adotar ação militar para defender seus interesses e os de seus aliados no Golfo. Em um comunicado conjunto, os paísem respondem aos "ataques de mísseis indiscriminados e desproporcionais lançados pelo Irã contra países da região, incluindo aqueles que não estavam envolvidos nas operações militares iniciais dos EUA e de Israel", afirmam.

"Tomaremos medidas para defender nossos interesses e os de nossos aliados na região, potencialmente permitindo ações defensivas necessárias e proporcionais para destruir, na origem, a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones", dizem no texto.

O primeiro‑ministro britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido não participará de ataques diretos, mas concordou em permitir que os Estados Unidos usem bases britânicas para atingir mísseis iranianos e seus locais de lançamento.

"A única maneira de deter a ameaça é destruir os mísseis na origem", afirmou. O govern o britânico havia anteriormente se recusado a permitir que os EUA utilizassem suas bases para atacar o Irã.

França envia dois navios de guerra

Já a França enviará dois navios de guerra ao Mar Vermelho nos próximos dias para integrar uma missão naval da União Europeia na região, disse neste domingo um funcionário do bloco após uma reunião de emergência entre os ministros das Relações Exteriores.

Houve um aumento acentuado nos pedidos adicionais de proteção por parte de embarcações civis na área, afirmou sob condição de anonimato à agência de notícias AP.

À imprensa, o chanceler federal alemão Friedrich Merz afirmou que Berlim compartilha "o alívio de muitos iranianos" após a morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, mas alertou que a continuidade dos ataques "não está isenta de riscos".

"Não sabemos até que ponto a região será arrastada para uma escalada pelos duros contra-ataques do Irã", disse ele a repórteres em Berlim.

"O regime dos aiatolás é um regime terrorista responsável por décadas de opressão do povo iraniano", afirmou, acrescentando que a Alemanha compartilha do interesse dos EUA e de Israel em "conter o perigoso armamento nuclear e balístico do Irã".

gq (AFP, AP, DW)

Trump sugere que os combates no Irã podem durar quatro semanas
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ao portal Daily Mail que os combates contra o Irã ainda devem durar quatro semanas. "Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então, por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas ou menos", disse o presidente.

Mais cedo, ele informou que foi procurado pela nova liderança iraniana para retomar negociações, e indicou que estaria disposto a conversar.

Até agora, três militares americanos foram mortos no conflito. Trump os chamou de "pessoas excelentes".

"Infelizmente, esperamos que isso aconteça. Pode acontecer continuamente, pode acontecer novamente", disse ao Daily Mail.

gq (AP, OTS)

Ataques continuam em Jerusalém e Teerã
Bombardeios em Israel e Irã continuam na noite deste domingo (01/03). Segundo agências de notícias, ataques israelenses atingiram um hospital no norte de Teerã. Pacientes foram evacuados às pressas em meio aos destroços. Informações sobre possíveis vítimas não foram divulgadas.

Já em Israel, moradores foram orientados a buscar abrigos antiaéreos. Explosões foram ouvidas em Jerusalém, onde os serviços de resgate indicaram que sete pessoas ficaram feridas após um ataque, uma delas em estado grave.

Imagens do local mostram uma cratera em uma rodovia. Ainda não estava claro se ela foi causada por um impacto direto ou por destroços de um foguete iraniano interceptado.

gq (AP, DW)

Futuro do Irã pós-Khamenei depende da Guarda Revolucionária
A morte de Ali Khamenei marca um ponto de virada histórico não só para o Irã, mas para toda a região. Agora, um comitê de 88 clérigos xiitas deve decidir sobre sua sucessão, segundo a Constituição.

Entre os possíveis candidatos estão o filho dele, Mojtaba Khamenei, supostamente próximo da Guarda Revolucionária (IRGC); o ex-presidente Hassan Rouhani; e Hassan Khomeini, neto do fundador da República, o aiatolá Khomeini, que liderou o Irã até 1989.

O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, disse que o novo líder supremo será escolhido em "um ou dois dias".

Nos círculos de oposição, o nome mais conhecido é o de Reza Pahlavi, filho do xá deposto em 1979. No entanto, a oposição iraniana é vista como internamente dividida.

Até lá, o governo será tocado provisoriamente por um triunvirato formado pelo presidente do país, Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário e por um representante do Conselho dos Guardiões.

Mas a verdadeira questão é outra: haverá apenas uma troca de nomes no governo, ou uma transformação total do sistema?

Isso vai depender em grande parte da Guarda Revolucionária, que, apesar da morte de seu comandante, Mohammed Papkur, ainda é considerada o principal pilar do regime.

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EUA afundaram 9 navios militares iranianos, diz Trump
Os Estados Unidos afundaram nove navios militares iranianos durante a ofensiva contra a República Islâmica, escreveu o presidente americano Donald Trump nas redes sociais neste domingo (01/03). Em um ataque separado, os EUA "praticamente destruíram o quartel‑general naval" do Irã, afirmou.

Anteriormente, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) havia anunciado que atacara o porta‑aviões americano Abraham Lincoln com quatro mísseis balísticos. O Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pela região do Oriente Médio, disse que a embacarção não sofreu danos.

"O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem chegaram perto", escreveu o Centcom no X. O órgão ainda informou que bombardeiros B‑2 americanos atacaram instalações de mísseis fortificadas no Irã.

O Centcom ainda acusou a liderança em Teerã de atacar instalações civis em seus contra‑ataques. Além de vários aeroportos e hotéis, uma refinaria de petróleo e áreas residenciais em diversos países do Golfo também teriam sido alvo, afirmou. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em entrevista ao canal Al‑Jazeera que apenas bases e instalações dos EUA foram atacadas.

gq (DPA, OTS)

Israel convoca quase 100 mil reservistas para ofensiva contra o Irã
O Exército israelense afirmou neste domingo (01/03) que está convocando quase 100 mil reservistas como parte de sua campanha contra o Irã.

"As Forças Armadas Israelenses estão se preparando para convocar cerca de 100 mil reservistas e estão elevando seu nível de prontidão em várias frentes", disse a corporação em um comunicado.

Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu intensificar os ataques contra Teerã. Na noite deste domingo, novas explosões foram ouvidas na capital iraniana.

"Dei instruções para a continuidade da campanha. Nossas forças estão agora atingindo o coração de Teerã com poder intenso, e isso só vai escalar nos próximos dias", afirmou.

gq (AFP)

Irã atinge três navios petroleiros no Estreito de Ormuz
Três navios petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz neste domingo (01/03), segundo informaram agências de segurança marítima e a Guarda Revolucionária do Irã. A República Islâmica havia ameaçado interromper o tráfego marítimo pela região em resposta aos contínuos bombardeios aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

Um dos navios, ao largo da costa de Omã, foi "atingido por um projétil desconhecido acima da linha d’água". A casa das máquinas da embarcação ficou em chamas, mas o incêndio foi posteriormente controlado, disse a agência britânica de segurança marítima UKMTO em comunicado.

Em um incidente separado, outra embarcação foi "atingida por um projétil desconhecido, causando um incêndio". O fogo foi extinto e a embarcação pretende continuar sua viagem, afirmou a UKMTO.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech indicou que este segundo navio, um petroleiro, estava localizado próximo aos Emirados Árabes Unidos.

Mais tarde, a UKMTO relatou que outro projétil "explodiu muito próximo de uma embarcação" a 35 milhas náuticas a oeste da cidade emiradense de Sharjah.

A agência afirmou que toda a tripulação estava "segura e bem".

No domingo, a televisão estatal iraniana afirmou que um petroleiro estava "afundando" após ser atingido enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz.

"O destino do petroleiro infrator que foi atingido enquanto tentava passar ilegalmente pelo Estreito de Ormuz é que agora está afundando", informou a TV estatal, sem dar mais detalhes.

Imagens transmitidas pela emissora mostraram uma espessa fumaça negra saindo do petroleiro em chamas.

O estreito é um ponto crucial para o comércio global de petróleo, por onde passa um quarto do petróleo mundial e um quinto do gás natural liquefeito.

No sábado, a Guarda Revolucionária do Irã fechou a rota marítima, mas o tráfego não havia se encerrado completamente. Dezenas de embarcações permanecem paradas no Golfo Pérsico.

gq (AFP, DW, OTS)

Avião de Netanyahu pousa no aeroporto de Berlim
O governo de Israel enviou a aeronave usada pelo premiê Benjamin Netanyahu para a Alemanha, estacionando-a no aeroporto de Berlim por "razões de segurança" depois que ataques aéreos americanos e israelenses mataram o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, desencadeando um conflito na região.

A informação foi confirmada por fontes do governo alemão citadas pela agência de notícias Reuters, que disseram que o voo fora registrado com antecedência pelas autoridades israelenses.

O "Asas de Zion", um Boeing 767, havia decolado pouco depois das 13h no horário de Berlim (9h de Brasília), e circulou por horas no Mar Mediterrâneo antes de se dirigir ao aeroporto da capital alemã.

Não é a primeira vez que Israel envia seu avião oficial de governo para fora do país para protegê-lo de ataques com mísseis.

Embora na internet tenha se espalhado o boato de que Netanyahu estaria a bordo da aeronave, o Boeing transportava apenas tripulantes, segundo fontes do governo alemão.

ra (Reuters, ots)

Empresas suspendem cargas pelo Estreito de Ormuz; Opep+ amplia produção de petróleo
Proprietários de navios petroleiros e grandes empresas petrolíferas estão suspendendo o transporte de petróleo bruto, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz depois que Teerã declarou o fechamento da navegação pela região.

Três navios petroleiros foram atingidos na região pela Guarda Revolucionária até o momento, segundo agências marítimas. Para especialistas, barril de petróleo pode chegar a 100 dólares na segunda-feira, com a reabertura dos mercados.

A missão naval europeia Aspides afirmou que vários navios na região receberam transmissões da Guarda Revolucionária iraniana afirmando que "nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz".

O tráfego marítimo pelo estreito, porém, ainda não cessou completamente, afirmou a corretora marítima Poten & Partners em nota a clientes. A Marinha britânica declarou que as ordens iranianas não têm força legal e orientou embarcações a transitarem com cautela.

Contudo, empresas petrolíferas temem retaliações ou possíveis danos causados pelo conflito.

Segundo a agência britânica de segurança marítima, dois navios foram atacados no Estreito de Ormuz, um ao largo de Omã e outro ao largo dos Emirados Árabes Unidos. A televisão estatal iraniana informou que um terceiro petroleiro foi atingido e estava afundando após tentar passar "ilegalmente" pelo estreito. Segundo a agência de notícias Reuters, o Irã confirmou ter atingido ao menos três petroleiros no Golfo.

Imagens de satélite de rastreadores de navios analisadas pela agência de notícias Reuters mostram embarcações acumuladas próximas a grandes portos no Golfo Pérsico, como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, sem atravessar Ormuz. Mais de 20% do petróleo mundial passa por esse corredor marítimo.

Segundo a Armateurs de France, uma organização que representa as empresas de transporte marítimo francesas, ao menos 60 navios comerciais de propriedade ou bandeira francesa estão atualmente bloqueados na região.

A associação de petroleiros Intertanko disse que a Marinha dos EUA alertou contra a navegação em toda a área do Golfo de Omã, Mar da Arábia Setentrional e o Estreito de Ormuz, afirmando que não pode garantir a segurança da navegação.

Opep+ aumentará produção

O grupo de oito países produtores de petróleo Opep+, indicou que aumentará a produção em 206 mil barris por dia em abril para tentar mitigar o impacto nos preços durante o novo conflito no Oriente Médio.

O coletivo, que inclui países árabes do Golfo e a Rússia, disse em comunicado que seus membros "monitorarão de perto as condições do mercado, em seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade".

O petróleo Brent subiu 10% neste domingo, atingindo 80 dólares o barril neste domingo, negociado em operações diretas entre trades, fora das bolsas formais. Analistas preveem que os preços podem chegar a 100 dólares o barril quando o mercado for reaberto na segunda-feira.

O índice global já vinha em alta e atingiu 73 dólares na sexta-feira, o maior nível desde julho, impulsionado pelo temor dos ataques.

Outras cadeias de produção também devem ser afetadas. "A segurança das nossas tripulações, navios e cargas dos nossos clientes continua a ser a nossa principal prioridade. Estamos suspendendo todas as travessias de navios no Estreito de Ormuz até novo aviso", afirmou em seu site a Maersk, maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo.

gq (Reuters, OTS)