Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro, a diplomacia em Brasília foi marcada pelas celebrações do 65º Dia Nacional do Estado do Kuwait e do 35º aniversário do Dia da Libertação. O evento, realizado na embaixada do país árabe, reuniu a cúpula do governo brasileiro e do Congresso Nacional sob uma mensagem clara: o Kuwait não apenas valoriza os laços históricos com o Brasil, mas está pronto para elevar a parceria econômica a um novo patamar de “implementação efetiva”.
Resumo
A Embaixada do Kuwait em Brasília celebrou os 65 anos do Dia Nacional e 35 anos da Libertação nesta quarta-feira (11/02);
O embaixador Talal Rashed Almansour destacou os 58 anos de relações diplomáticas com o Brasil;
O Kuwait elogiou a liderança brasileira na COP30 e busca cooperação em energias renováveis e segurança alimentar;
Com um dos maiores fundos soberanos do mundo, o país árabe reforça o Brasil como parceiro estratégico para diversificação econômica.
Em seu discurso, o Embaixador do Kuwait no Brasil, Senhor Talal Rashed Almansour, destacou a solidez de uma relação que completou 58 anos em janeiro deste ano. Para o diplomata, o Brasil consolidou-se como um destino prioritário para o capital kuaitiano, especialmente em setores onde o país sul-americano lidera globalmente, como energias renováveis, infraestrutura e segurança alimentar.
O legado da COP30 e a transição energética
Um dos pontos altos da fala do Embaixador Almansour foi o reconhecimento público ao Brasil pela organização da COP30, realizada no ano passado em Belém. O diplomata ressaltou que o “apelo histórico” lançado na capital paraense foi fundamental para alinhar os interesses globais em direção à sustentabilidade.
O Kuwait, cuja economia é fortemente dependente do petróleo (94% das exportações), sinalizou que busca no Brasil experiências mútuas para avançar em sua própria transição e diversificação econômica, integrando-se aos compromissos climáticos internacionais discutidos na conferência da ONU.
Um fundo gigante de olho no Brasil
A “séria intenção” de promover a cooperação comercial citada pelo Embaixador é respaldada por números robustos. O Fundo Soberano do Kuwait, um dos maiores do planeta, possui ativos estimados em US$ 800 bilhões. Com investimentos em mais de 125 países, o fundo busca agora setores estratégicos em solo brasileiro que satisfaçam as aspirações de longo prazo do Emirado.
Além do apetite financeiro, Almansour reforçou o papel humanitário do seu país através do Fundo Kuaitiano para o Desenvolvimento Econômico Árabe, que já beneficiou mais de 100 nações, reafirmando o compromisso do Kuwait com a prosperidade global e o respeito aos princípios das Nações Unidas de não ingerência e cooperação internacional.
Curiosidade cultural
A celebração em Brasília também trouxe nuances da cultura kuaitiana, marcada pela abertura e hospitalidade. Um exemplo é o “Diwaniyah”, a tradicional sala de recepção usada para reuniões sociais e debates políticos no Kuwait, que serve como espinha dorsal da vida comunitária árabe e inspira o modelo de diálogo diplomático exercido pela embaixada no Brasil.