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Kroos vê novos desafios no Real: ‘Não é fácil voltar ao nível que Zidane deixou’

Entre 2016 e 2018, o Real Madrid era o time a ser batido na Europa. Com Zinedine Zidane no comando, o time de Madri conquistou neste período o tri da Liga dos Campeões e o bi do Mundial de Clubes da Fifa. Mas o francês deixou a equipe em maior do ano passado e tudo desandou. Dois técnicos passaram sem sucesso pelo clube – Julen Lopetegui e Santiago Solari – e a solução da diretoria foi trazer de volta o ídolo, que tenta fazer a equipe engrenar.

Para o meia alemão Toni Kroos, peça chave do time do técnico francês, admitiu que resgatar aquele futebol não é tarefa fácil. “Não é fácil levar uma equipe de volta ao nível que Zidane tinha deixado. O Real estava em uma situação muito diferente da de quando ele volta, em meados de março, em comparação ao que ele deixou em maio de 2018”, afirmou o jogador em entrevista à revista alemã Kicker.

Nesta pré-temporada, o Real Madrid tem mostrado dificuldade em campo e teve atuações desastrosas como a goleada sofrida para o rival Atlético de Madrid por 7 a 3, nos Estados Unidos. Kroos não vê problema nisso e ressalta que o objetivo principal agora é voltar a jogar bem. “Queremos jogar o melhor futebol e de maneira mais consistente possível. Isso é o mais importante. Se jogarmos bem, estaremos na disputa dos títulos”, disse.

O meia exaltou a formação do elenco para esta temporada, mas admitiu que não existe a pretensão de conquistar três Ligas dos Campeões consecutivas, como aconteceu entre 2016 e 2018. “Estão criando um projeto que durará anos, não só para esse momento. Queremos jogar o melhor futebol possível e sermos mais consistentes. O resto, virá depois”, comentou.

“Não podemos pensar em repetir os que fizemos em três anos anteriores, ganhando a Liga dos Campeões três vezes seguidas. Não temos esse objetivo, mas também era impossível alcançar isso naquele momento”, ressaltou Kroos, que não deixou de falara sobre a seleção da Alemanha, que teve alguns jogadores campeões do mundo em 2014 se aposentando.

“Creio que temos a oportunidade de vencer a Euro (em 2020), caso contrário eu nem jogaria. Mas depois de vencer uma Eurocopa, ai seria um bom momento para pensar na aposentadoria da seleção”, completou.