Kleber Mendonça Filho, responsável pela direção do premiado ‘O Agente Secreto’, usou as redes sociais neste domingo, 18, para comentar, de forma irônica, as especulações sobre o uso da Lei Rouanet no financiamento do longa protagonizado por Wagner Moura. A resposta do cineasta rapidamente repercutiu e ganhou destaque online.
Ao interagir com uma publicação do Governo Federal, o diretor negou que o projeto tenha recorrido ao mecanismo de incentivo fiscal, mas fez questão de ressaltar que vê a lei de forma positiva e que pretende utilizá-la futuramente. “Nunca realizei um filme com recursos da Lei Rouanet, mas adoraria. Talvez no próximo. É um instrumento importante para fomentar a cultura no país”, escreveu.
Apesar das discussões políticas em torno do tema, a legislação não permite que longas-metragens recebam verbas diretamente por meio da Lei Rouanet. De acordo com as regras, apenas produções de curta e média duração estão aptas a captar recursos via esse modelo de incentivo.
No caso de ‘O Agente Secreto’, o financiamento veio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), vinculado à Ancine. O projeto recebeu R$ 7,5 milhões através da Chamada Pública Produção Cinema via Distribuidora 2023, com aprovação em fevereiro de 2024.
Havia ainda a possibilidade de um aporte adicional de R$ 4 milhões destinado à distribuição do filme em território nacional, conforme previsto pelo FSA. No entanto, os produtores optaram por não utilizar esse recurso.
Com orçamento total de R$ 27.165.775, o longa contou com aproximadamente R$ 5,5 milhões provenientes da iniciativa privada brasileira. O restante foi viabilizado por incentivos internacionais, somando cerca de R$ 14 milhões, com recursos oriundos da França, Alemanha e Holanda.

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