Kim Jong-un fez neste sábado, 24, uma visita à cidade chinesa de Dandong, na fronteira entre China e Coreia do Norte. A viagem, que não havia sido anunciada previamente, ocorreu após o líder norte-coreano defender o reforço de suas tropas e uma “revolução militar” no país.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da China, Kim foi recebido e acompanhado por Wang Huning, integrante do Comitê Permanente do Partido Comunista Chinês e presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Wang transmitiu ao líder norte-coreano uma mensagem de Xi Jinping com cumprimentos e votos de boa saúde.
Em Dandong, Kim participou de uma cerimônia em memória dos soldados chineses mortos na Guerra da Coreia. Ele depositou flores diante do monumento, visitou o museu dedicado ao conflito e presenteou a instituição com uma fotografia histórica acompanhada de mensagem manuscrita.
Ainda de acordo com o governo chinês, o líder norte-coreano visitou uma fábrica de automóveis e deixou a cidade pela Ponte Nova do Rio Yalu, ligação recém-aberta entre os dois países. A estrutura, concluída em 2014, teve sua operação adiada por anos até a finalização de conexões rodoviárias e de instalações alfandegárias.
Sem anúncio de encontro com Xi
O comunicado chinês não informou reunião entre Kim e Xi Jinping nem com o primeiro-ministro Li Qiang. Wang Huning foi a principal autoridade chinesa citada nas atividades em Dandong e acompanhou Kim até a ponte na despedida.
A visita foi marcada pela defesa de maior cooperação política, econômica e estratégica entre Pequim e Pyongyang. A China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte e uma fonte fundamental de apoio diplomático e econômico ao regime de Kim.
Discurso militar
Antes da viagem, a imprensa estatal norte-coreana divulgou o discurso de Kim durante uma reunião de comandantes de companhias do Exército Popular da Coreia, realizada entre quarta-feira, 22, e quinta-feira, 23.
Na ocasião, o líder pediu que as unidades militares se transformem em forças de combate de elite e autossuficientes. “Vamos construir o exército mais forte e acelerar uma revolução militar à nossa maneira”, afirmou, segundo a agência estatal KCNA.
O deslocamento de Kim à China também ocorreu às vésperas da data em que os dois países lembram a entrada das tropas chinesas na Guerra da Coreia, em 1950. O conflito terminou em armistício em 1953, sem um tratado de paz definitivo entre as duas Coreias.
Da IstoÉ